O que a Inteligência Artificial revela sobre a China

Em 2017, a China estabeleceu o prazo de 2030 para se tornar líder global em Inteligência Artificial

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Em 2017, a China definiu como meta se tornar líder mundial em Inteligência Artificial (IA) até 2030.

Ao estabelecer este objetivo, o governo chinês facilitou o desenvolvimento de iniciativas na área: empregos relacionados à tecnologia foram regulamentados, foram estabelecidos incentivos fiscais e houve aumento de investimentos no setor.

Desde então, a tecnologia vem sendo aplicada nas mais diversas áreas. Em relação à segurança, o reconhecimento facial, que usa aplicações de IA, tem impacto cada vez mais relevante, tanto para encontrar pessoas desaparecidas quanto na vigilância de presídios.

Na saúde, clínicas automáticas dão diagnósticos em minutos. No transporte, o país está cada vez mais próximo da adoção de carros autônomos. A indústria e o novo varejo são algumas das áreas mais impactadas pela crescente adoção da tecnologia.

A transformação da sociedade pela Inteligência Artificial não é exclusividade dos chineses, é claro. Empresas e universidades dos EUA e da Europa também desenvolvem soluções impressionantes com algoritmos e machine learning. No entanto, o Ocidente e a China aplicam a IA com prioridades distintas.

Como o combustível da IA são dados, o país asiático já conta com uma vantagem competitiva sobre o ocidente. Cada vez mais, Europa e EUA estão tornando o acesso a dados mais restrito por questões de privacidade.

Por outro lado, a China é mais liberal nesse sentido. Os consumidores chineses, inclusive, colocam conveniência como uma prioridade à frente da privacidade.

O que pouco se fala, no entanto, é que os algoritmos têm uma função especialmente relevante para a sociedade chinesa atual: suprir a falta de mão de obra.

Apesar de ter uma população de 1,5 bilhão de pessoas, existe um abismo geracional. Mais pessoas estão se aposentando do que entrando no mercado de trabalho, por conta da lei que impunha um limite de um filho por casal que vigorou durante mais de 30 anos. Na maioria dos países ocidentais, não existe esta necessidade imediata.

Códigos na Europa e nos EUA tendem a focar em justiça, transparência, direitos individuais, privacidade e responsabilidade. A ética chinesa é mais voltada a inclusão, códigos abertos, competitividade e adaptabilidade. Em resumo: de um lado, direitos individuais; do outro, o bem coletivo.

Como ainda falta uma década para o prazo estabelecido pela China, é previsível que este período seja decisivo para a escalada de negócios de inteligência artificial em todos os cantos do mundo.

Todos os capítulos desta história, que vai mudar o mundo como o conhecemos, eu estarei acompanhando de perto e reportando semanalmente neste canal.

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