Estreia da STAR Market, plataforma tech da bolsa chinesa, tem alta de 140%

Governo da China quer que empresas locais de tecnologia abram capital no país, e criou plataforma “liberal” inspirada na Nasdaq e operada pela bolsa de Xangai

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Nesta segunda-feira, iniciaram as operações da STAR Market, nova plataforma do mercado de ações da China para empresas de tecnologia. Operada pela bolsa de valores de Xangai, a STAR Market iniciou as negociações com 25 empresas locais e, no dia de estreia, alcançou um crescimento médio de 140% no preço das ações.

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Foi levantado um valor total de US$ 5,4 bilhões no primeiro dia de operações, cerca de 20% mais do que o previsto. A fabricante de chips Anji teve a maior alta, de 520%, no dia inicial do IPO.

A criação da STAR Market, divulgada em novembro do ano passado pelo presidente Xi Jinping, tem o objetivo de evitar que grandes empresas de tecnologia abram capital no exterior. A Alibaba, por exemplo, escolheu a bolsa de Nova York, enquanto a Tencent fez o IPO em Hong Kong.

Até agora, 140 empresas entraram com pedidos oficiais para abrir capital na recém-lançada plataforma. No entanto, apesar do sucesso inicial da empreitada, o mercado global ainda mantém ressalvas em relação à STAR Market. Segundo análise do Business Insider, o fato de outras tentativas semelhantes terem falhado – como a plataforma ChiNext, para pequenas empresas tech, que nunca se recuperou de uma quebra em 2015 – indica que uma boa estreia não é sinônimo de um mercado sustentável.

Como funciona a STAR Market

A plataforma foi idealizada em um modelo semelhante à americana Nasdaq, em que estão listadas algumas das principais empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Google, Facebook e Microsoft. Ela será operada sob regras mais brandas do que é comum nas bolsas de valores da China.

Isto significa que, para serem listadas na STAR Market, empresas chinesas não precisam passar por um órgão regulatório do governo – a aprovação fica a critério do conselho da bolsa de Xangai. Startups que nunca registraram lucro também podem abrir capital na plataforma. Além disso, empresas registradas fora da China, mas cujas operações são concentradas no país, estão aptas a pedir pelo IPO.

Nos cinco primeiros dias operando na plataforma, não há limites para a flutuação dos valores de uma empresa. Após esse período, foi estabelecido um máximo de 20% (para mais ou para menos), o dobro do definido para outras bolsas de valores na China. Entretanto, ainda há restrições aos investidores, que precisam ter dois anos de experiência no mercado de ações e, ao menos, US$ 72 mil em sua conta de investimentos para negociar na STAR Market.

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