Empreendedor brasileiro pode surfar na alta do consumo de café na China

Segundo analista, empresário brasileiro precisa buscar parcerias com as redes de cafeterias chinesas, como a Luckin Coffee, e com importadores locais

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A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil no agronegócio. Quando o assunto é café, o país asiático é considerado uma “nova fronteira”. Os chineses ainda são tradicionais consumidores de chá e bebem, em média, 0,004 xícara de café por dia por pessoa, enquanto no Brasil a média supera duas xícaras por dia. Mas este cenário está mudando.

Desde 1999, a rede de café Starbucks se estabeleceu na China, acompanhando o crescimento do consumo de café da população. Como as gerações anteriores tinham o costume de tomar chá, não havia grande concorrência no mercado - até dois anos atrás.

Em 2017, um concorrente local nasceu, cresceu e hoje já desafia a liderança da empresa norte-americana: a Luckin Coffee. A rede de cafés chinesa tem hoje cerca de 2.400 lojas em 28 cidades da China.

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No ano passado, de acordo com reportagem publicada pelo Valor nesta quarta-feira (3), o Brasil, que é o maior exportador e produtor de café, embarcou para a China 179,3 mil sacas de 60 quilos, volume recorde, 117,2% maior que o de 2017. A receita das vendas dobrou, para quase US$ 30 milhões.

Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, o potencial na China é gigantesco. "É um mercado 'novo' onde está crescendo a cultura de beber café", diz Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Estima-se que se os chineses consumissem 1 quilo de café por pessoa por ano (hoje são 140 gramas), precisaria importar mais 23 milhões de sacas. Em 2019/20, a estimativa é que as compras alcancem 1 milhão de sacas. Segundo maior produtor de café do mundo, depois do Brasil, o Vietnã responde por metade desse volume, seguido pela Indonésia.

Para Guilherme Morya, analista do Rabobank, o caminho para o empreendedor brasileiro ampliar a participação no mercado chinês passa pelo fortalecimento das parcerias com as redes de cafeterias chinesas e com importadores, bem como pela participação em mais eventos no país. "O Brasil ainda não procurou a China para ser parceira nesse mercado", disse o analista ao Valor.

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