Mini-apps: o modelo de negócio em que Alibaba e Tencent apostam na China

Baidu e ByteDance são outras empresas chinesas que criaram aplicativos para rodar miniprogramas em uma mesma plataforma

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A economia digital da China é tão vasta quanto o território do país. Mas, apesar da sua amplitude, é um terreno de grandes disputas. Um dos segmentos que vem se destacando no país o é o dos mini-apps para plataformas digitais. Nesta corrida, a Alibaba vem forte para acirrar ainda mais a disputa com as empresas de tecnologia Tencent, Baidu e ByteDance.

Os mini-apps funcionam como programas tradicionais, só que baixados e executados dentro de um aplicativo maior com sistema operacional próprio - uma alternativa às lojas do Google e da Apple. A ideia é que o usuário tenha menos apps baixados no dispositivo, agregando diversos serviços em uma mesma plataforma. Este modelo conta com menos resistência dos consumidores, se comparado ao download de diversos apps nas lojas oficiais. Além disso, o sistema mantém o usuário por mais tempo no aplicativo original e toma parcela da receita dos mini-apps.

A Alibaba detalhou em um evento em Pequim em março o seu “ecossistema” de miniprogramas. O grupo afirmou ter mais de 160 mil miniprogramas dentro das suas plataformas, além de 640 milhões de usuários desde o início do histórico. Os números são ainda mais relevantes quando consideramos o aumento de 40 mil mini-apps desde janeiro deste ano, e uma quantidade superior a 230 milhões de usuários diários no mesmo período.

Outro fato interessante foi que a notícia veio justamente uma semana depois que a Alibaba lançou um esquema de recompensa de RMB 2 bilhões (R$ 1,1 bilhão) para encorajar desenvolvedores a criarem mini-apps nas plataformas como Alipay, Taobao, Dingtalk e AutoNavi.

Os exemplos dos miniprogramas presentes em plataformas da Alibaba incluem serviços sob demanda como faxina/doméstica; consertos, manutenções e instalações para residências; e até mesmo o empréstimo de equipamentos de escritório e outros eletrônicos.

Concorrência em mini-apps

Engana-se, porém, quem acha que a Alibaba é a única a colher os frutos deste segmento. A Tencent foi a pioneira no setor, e tenta manter a liderança no mercado. O conglomerado afirmou ter mais de 1 milhão de miniprogramas em novembro do ano passado, o equivalente a simplesmente metade dos apps da Apple Store.

Em agosto, a Tencent anunciou ter mais de 200 milhões de usuários diários, e na atualização do último trimestre do ano passado, revelou que o número vem aumentando 54% ano após ano. Somente o WeChat, aplicativo mais famoso da Tencent, apresentou uma quantidade superior a 170 milhões de usuários em janeiro de 2018.

Outro player, a Baidu, revelou que existem mais de 150 milhões de usuários de mini-apps em seu portal, o qual foi lançado em setembro do ano passado. Já a ByteDance lançou em setembro e outubro novas funcionalidades de miniprogramas para a Jinri Toutiao e a Douyin, respectivamente.

A disputa é acirrada, e como vimos, a Tencent vem liderando a corrida dos mini-apps. Será que a Alibaba ou outro gigante será capaz de ultrapassar a dona do WeChat? Assistiremos atentos a esta corrida.

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