Como a Oito está acelerando o ambiente empreendedor do Rio de Janeiro

O espaço localizado em Ipanema é o lar de algumas das startups aceleradas pela Oi, além de concentrar também outras empresas inovadoras

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“O Rio de Janeiro é um celeiro de oportunidades que está começando a ser explorado agora”, disse Bernardo Estefan, líder de alianças do Oito, em entrevista à StartSe.

Fundado em 2017, o Oito é o espaço de coinovação e empreendedorismo criado pela Oi no Rio de Janeiro. Essa foi uma das primeiras iniciativas para a criação de um hub de inovação na capital. Hoje, a empresa acelera e colabora com startups – e iniciativas como essa não param de surgir para fomentar o ecossistema carioca.

O espaço localizado em Ipanema é o lar de algumas das startups aceleradas pela Oi, além de concentrar também outras empresas inovadoras. O espaço possui, ao todo, 75 estações de trabalho. A companhia realizou sua primeira aceleração de startups em 2018, selecionando e investindo em sete startups.

Com a oportunidade, as empresas ganharam espaços de trabalho no co-working, mentoria com funcionários da Oi e a possibilidade de investimento financeiro. As selecionadas foram a Everywhere Analytics, Energy2Go, Genesis Training, Holmes, NEARBEE, Top2You e Gamer Trials. Todas receberam aporte de R$ 150 mil, com 10% de equity.

Empreendedorismo no DNA

Mas essa não foi a primeira experiência da Oi com startups. O sistema de gestão de frotas da operadora foi desenvolvido por uma startup que estava incubada no Instituto Gênesis, na PUC-Rio – hoje um dos parceiros do Oito. “Entendemos que, mesmo na aplicação inicial, os mais de 17 mil veículos que trabalham com a Oi no território nacional poderiam ser melhor geridos a partir de um rastreamento bem feito das frotas, diminuindo o consumo de combustível e o número de multas e melhorando o perfil de condução dos motoristas”, comentou Bernardo Estefan.

Porque a startup ainda estava desenvolvendo sua solução, a Oi pôde colaborar e ajudou a modelá-la para sua demanda. “Acabamos aplicando com muito sucesso dentro de casa e hoje vendemos essa solução para clientes corporativos”, afirmou Estefan. Hoje, o produto é chamado de “Gestão de Frotas” e gere 25 mil veículos. A empresa afirma que a economia média de combustível é de 20%.

Com o sucesso dessa primeira experiência, a Oito acabou nascendo na área de inovação da Oi e hoje possui nome, endereço e “moradores”. A primeira rodada de aceleração começou ainda em 2017, junto ao lançamento do co-working.

Na época, 18 startups foram selecionadas para passarem um mês trabalhando no Oito. Enquanto isso, a empresa selecionou as sete finalistas para seu programa de aceleração. Hoje, a solução da Everywhere Analytics é uma das que está em via de ser utilizada pela operadora. A empresa traz soluções para o varejo, como a contagem de pessoas impactadas por outdoors, por exemplo.

O programa da Oito é aberto também para startups que não são do Rio de Janeiro. Das escolhidas no primeiro ciclo, a Everywhere Analytics é de Curitiba e a Nearbee foi criada em Campinas, em São Paulo.

Um novo ciclo de aceleração vem aí

Agora, a Oi acabou de encerrar as inscrições para mais um ciclo de aceleração. Dessa vez, a companhia está procurando startups para mais de 14 desafios específicos. Entre eles, internet das coisas, eficiência energética, soluções de varejo e marketplace, realidade virtual e aumentada, entre outras.

Devido a aceleração de startups ter sido segmentada por desafios, 204 startups se encaixaram e se inscreveram. Agora, elas aguardam pela decisão da companhia para saber quem serão as selecionadas. Os nomes deverão ser divulgados ainda neste mês.

Dessa vez, os valores e o equity dos investimentos serão discutidos com cada startup que poderá ser investida, de acordo com a projeção de receita. Startups de todo o mundo poderão ser aceitas.

“O nosso benefício é em estar no Rio de Janeiro. A sede da Oi está aqui, os executivos que podem acelerar as startups também estão aqui”, comentou Pedro Abreu, diretor do Oito. Além de acelerar startups, essa é a chance de acelerar também o ecossistema empreendedor do Rio de Janeiro. “Não temos um Porto Digital ou iniciativas como a de Florianópolis ou Minas Gerais”. Mas isso parece ser apenas questão de tempo.

Um local promissor

O Oito foi criado em 2017 mas, desde então, surgiram iniciativas semelhantes de outras corporações. O objetivo é o mesmo: acelerar o ecossistema de inovação da cidade.

Em outubro de 2018, a aceleradora de startups portuguesa Fábrica de Startups veio para o Rio de Janeiro. Mais recentemente, o BNDES iniciou seu primeiro programa de aceleração no local: o Garagem. O órgão deseja acelerar startups que faturem até R$ 16 milhões por ano.

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