"Em 4 anos, a fronteira entre bancos e fintechs será nula", diz CEO da Creditas

Para Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas, o ecossistema de fintechs brasileiro está cada vez mais maduro e consolidado

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Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas, chegou ao Brasil em 2012 e decidiu empreender para solucionar o problema de juros abusivos no mercado de crédito: foi quando o BankFacil, que alguns anos depois mudou o nome para Creditas, nasceu. Hoje, a fintech está caminhando para se tornar uma instituição financeira e é cotada para ser um dos próximos unicórnios brasileiros.

Ao longo de sua trajetória no comando da startup, Furio acompanhou o nascimento e boom do mercado de fintechs no Brasil. "Em 2012, quando a gente começou, ninguém falava de fintech, não tinha ninguém no mercado. Foi nessa época que começaram a surgir os mais antigos no negócio: Nubank, em 2013, GuiaBolso e Creditas, em 2012. Começava a se falar de uma oportunidade muito grande do mercado, mas ainda bem insipiente", lembra.

O boom de fintechs se deu no ano passado e, com ele, o ecossistema brasileiro demonstrou sinais de amadurecimento. Segundo o CEO, está mais fácil de atrair grandes talentos, uma vez que está ficando cada vez mais comum executivos saírem do mercado tradicional e irem para as fintechs. Além disso, os projetos precisam ser bem estruturados, caso contrário não irão longe.

Para Furio, parte essencial desse amadurecimento é o Banco Central, com o qual interage desde 2016, quando o órgão entrou em contato com a Creditas buscando uma aproximação.  "Eu trabalhei no mercado financeiro na Europa, nos EUA e no Brasil e acho que o [Banco Central] do Brasil é muito bom e está aberto à inovação. O fato dele regulamentar não é para controlar, mas para ajudar", defende.

Apesar disso, o mercado brasileiro ainda não conta com tantos talentos quanto o norte-americano e europeu, principalmente em áreas de tecnologia, analytics, data science, etc.. Para o CEO, isso acarreta em uma consequência positiva para os empreendedores do país: menos concorrência e maiores chances de sucesso.

Mas nada é tão fácil!

"Agora está se provando que dá para criar um business financeiro no Brasil [...]. Isso é uma tendência, não é modinha. O que eu acho que vai acontecer é uma reinvenção do que é uma fintech: daqui 4 anos, as fronteiras entre bancos e fintechs serão quase nulas, eles vão ser quase o mesmo", afirma Furio.

Para defender sua tese, o especialista cita casos de startups que já são maiores que instituições financeiras, como Nubank e a própria Creditas, e também de grandes bancos, como Itaú, Santander e Bradesco que estão investindo muito em tecnologia e em times ágeis.

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