5 mudanças que o brasileiro espera em um governo digital

João Ortega

Por João Ortega

24 de abril de 2019 às 12:05 - Atualizado há 2 anos

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Tornar o governo digital é imprescindível para o desenvolvimento do Brasil no caminho de ser um país mais inovador. A necessidade é reconhecida pelo poder público: o governo federal divulgou em 2018 o relatório “Estratégia Brasileira de Transformação Digital”. O documento constata que a digitalização pode aumentar o PIB do país em 5,7% e economizar 97% dos custos de atendimentos públicos.

Leticia Piccolotto, fundadora da BrazilLAB, o primeiro hub que conecta startups ao poder público, explicou no evento GovTech Conference, da StartSe, que falta uma mudança de cultura e de mindset em geral no país. “É o governo que precisa ser protagonista dessa transformação, não um mero expectador”, diz.

“Como uma empresa que foca no usuário, o governo precisa estar 100% focado na experiência do cidadão”, explica a executiva. Nesse cenário, o BrazilLAB realizou uma pesquisa para identificar o que a população espera do governo digital. Veja, a seguir, os principais pontos do estudo.

  • Experiência positiva na interação

Hoje, estamos acostumados a ter experiências digitais positivas em diversos serviços. Aplicativos de transporte, mapas, entrega de comida, entre outros, resolvem problemas – e não criam mais obstáculos. “Por que não esperar a mesma coisa dos serviços públicos?”, questiona Leticia.

  • Participação simples, rápida e multicanal

Segundo a fundadora do BrazilLAB, quando o governo simplesmente “transporta” seus serviços para o site, ele pode cair no erro de criar uma burocracia digital. A digitalização do poder público deve simplificar cadastros, acabar com repetições de informações e agilizar os processos – em qualquer plataforma que o usuário preferir acessar.

  • Confiança no uso dos recursos

Seja por causa da ineficiência ou corrupção, hoje os cidadãos não têm confiança de que impostos e taxas de serviços têm um retorno positivo. No governo digital, é necessária uma relação entre população e o poder público de confiança. Do contrário, as pessoas criarão barreiras para o uso de novos serviços, construídos a partir de recursos que vieram delas.

  • Avaliação e transparência

“Se avaliamos um serviço digital em tempo real assim que ele é realizado, por que não fazemos o mesmo com os serviços públicos?”, provoca Leticia Piccolotto. O feedback ajuda o governo a melhorar suas ações, e a transparência em relação a gastos, erros e acertos melhora a relação com o usuário.

  • Segurança e privacidade dos dados

Uso de dados para melhorar serviços é essencial. No entanto, a população precisa ter a confiança de que suas informações estarão seguras nas plataformas do governo. Em hipótese alguma, o poder público deve disponibilizar estes dados para terceiros ou guardá-los em redes de não criptografadas.

Foto: Edu Viana