O que as pessoas estão aprendendo com o mindset do Vale do Silício

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

5 de Maio de 2018 às 16:38 - Atualizado há 2 anos

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Neste sábado (5), a StartSe trouxe, mais uma vez, o Vale do Silício para o Brasil. Está acontecendo a primeira edição do Silicon Valley Conference 2018, que reúne as principais novidades discutidas no maior polo de tecnologia e inovação no mundo.

A Garagem da HP é a entrada para a plenária do Silicon Valley Conference e é onde tudo começou no Vale do Silício. Os amigos William Hewlett e David Packard começaram a trabalhar em um oscilador de frequência em uma garagem de Palo Alto, na Califórnia, em 1938. Os empreendedores não sabiam na época, mas assim nascia a HP e o Vale do Silício – e o investimento inicial foi de apenas US$ 538.

O evento, que acontece no WTC Events Center, reúne 2.500 espectadores ansiosos em conhecer mais novidades de tecnologia. Mas por quê conhecer o Vale do Silício, afinal? O local é o berço das empresas de tecnologia mais bem-sucedidas do mundo – Google, Apple e Uber, por exemplo. E não é por acaso: o ecossistema colaborativo do local incentiva e facilita que novas ideias sejam colocadas em prática e, se a ideia for realmente boa, o local está preparado para lançá-la em todo o mundo.

É claro que nascer ou ir para o Vale do Silício não é garantia que uma empresa dará certo. Os empreendedores falham no local como em qualquer outro. A diferença é que o lema no Silicon Valley é: fail fast, fail often, fail better – falhe rápido, falhe frequentemente, falhe melhor. A máxima “é errando que se aprende” é levada muito a sério no local, mas é preciso saber aproveitar o erro. A falha é utilizada como um exemplo que não deve ser repetido, e usado para amadurecer ideias, servindo como impulso para empresas de sucesso posteriormente.

“Eu, que estudo tecnologia, sempre fui um fã do Vale do Silício. Fiquei encantado a palestra do Paul Bommarito da Nvidia e de experimentar a visão do Vale do Silício”, disse Pedro Micheletto, estudante de TI presente no evento.

Já Beatriz Micheletto foi ao Silicon Valley Conference por outro motivo: ela criou sua empresa de marketing há quatro meses, mas já sente necessidade de reinventá-la. “Eu acredito que essa parte de gestão ainda é muito quadrada e estou em busca de algo diferente”, explicou a fundadora da Be Marketing. Por isso, veio se conectar com o ecossistema mais inovador do mundo, desejando encontrar soluções para o próprio negócio.

O Vale do Silício concentra o maior número de startups por m² no mundo. Por esse motivo, Paula Fernandes, da fintech TCL Soluções, quis se conectar com o Vale do Silício. “O berço da tecnologia é o Vale do Silício. Viemos para cá para trazer um pouco mais disso para nossas vidas – já estamos usando inteligência artificial e blockchain na nossa ferramenta e queremos trazer mais conhecimento para a nossa empresa, além de conhecer novas pessoas e fazer networking”, comentou.

Reunindo empreendedores, investidores, startups, mentores e curiosos, o Silicon Valley Conference discute a inteligência artificial, agricultura tecnológica, biotecnologia, adventurous thinking (o substituto do design thinking), carros autônomos, entre outros.

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