O Itaú BBA quer auxiliar startups do primeiro investimento ao sonhado IPO

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16 de outubro de 2020 às 14:05 - Atualizado há 1 semana

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A aproximação do Itaú com o ecossistema de startups teve um grande marco há cinco anos: a criação do Cubo. O coworking reuniu, em um edifício, startups e empresas tradicionais de diversos setores para se conhecerem, colaborarem e criarem novos negócios. Em 2019, as startups residentes faturaram mais de R$ 540 milhões e, nos últimos dois anos, receberam R$ 480 milhões em investimentos.

O aprendizado ao longo destes anos e a proximidade física permitiu que o Itau entendesse as principais dificuldades dessas empresas no país, dentre elas, o mercado de capitais. “As startups aprendem rápido a montar seus pitches para investidores mas são poucas que conseguem chegar à última etapa dessa jornada, que é o IPO. Estamos nos aproximando dessas empresas para ajudá-las em toda sua jornada” conta Christian Egan, Head de Global Markets & Treasury do Itaú BBA, em entrevista exclusiva à StartSe.

O Itaú BBA mapeou mais de 1100 startups e empresas de tecnologia e tem atendido essas empresas de uma forma customizada, que compreende as diferenças de dinâmica entre elas e as empresas tradicionais.

Núcleo Tech: o “organismo vivo”

Esse trabalho é realizado e/ou acompanhado de perto pelo “Núcleo Tech”, grupo de trabalho interdisciplinar fundado pelo banco oficialmente em novembro de 2019. Eles são divididos em seis squads – equipes dentro do método agile, o mesmo modelo usado por empresas como o Spotify, e que conta com responsáveis por: cobertura de empresas tech (atendimento comercial); investidores públicos; investidores privados; conteúdo e eventos; alavancas internas (identificação de oportunidades) e comunicação.

“O Núcleo Tech não é um departamento com diretor, é um organismo vivo. Os integrantes trazem conhecimentos específicos, levantamos conhecimentos sobre o setor de tecnologia e tornamos o Banco uma contraparte relevante para a empresa”, explica Egan. A atuação acontece desde no match de oportunidades com o próprio banco (indo além do mercado financeiro), em empresas do grupo ou clientes.

Investimentos em startups do Brasil

O ecossistema brasileiro de startups tem evoluído cada vez mais com o passar dos anos. O primeiro unicórnio brasileiro foi a 99 em janeiro de 2018. Em 2020, o país acumula mais de dez startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Essa mudança foi impulsionada pela chegada de novos investidores, a exemplo dos fundos Redpoint eVentures, Kaszek Ventures, Canary, Monashees e Softbank. “Hoje temos diversos fundos baseados no Brasil e América Latina que estão 100% dedicados a este ecossistema. Eles auxiliam as empresas a escalarem em estágio inicial”, conta o executivo.

As companhias também começaram a entender o potencial das startups e a investir, trazendo as inovações para seus portfólios. A iniciativa é chamada de “Corporate Venture Capital”. “Há uma necessidade de empresas super bem estabelecidas acelerarem os processos de digitalização e/ou se aventurarem em novas fronteiras. Nos Estados Unidos, o Corporate Venture Capital é bem desenvolvido, contando com empresas como Google, Microsoft, Apple, entre outros”, diz Egan.

Outro nicho de negócio que o banco está olhando é a assessoria às startups em rodadas de investimentos. Em setembro deste ano, a Acesso Digital levantou um aporte de R$ 580 milhões da General Atlantic e Softbank e em janeiro levantou um round de R$40 milhões junto ao e.Bricks, ambos assessorados pelo banco.

Enquanto isso, nas ofertas de ações, o Itaú BBA participou da abertura da capital da Locaweb na B3, que é considerada um divisor de águas no mercado de capitais brasileiro. “Empresas de tecnologia brasileiras historicamente listaram em NY. Havia um receio de que os grandes investidores americanos especializados em tech não participariam da oferta se fosse listada na B3, o que não aconteceu”, conta o especialista.

O impacto da pandemia: separando o “joio do trigo”

É difícil pensar em um mercado que não tenha sido afetado pela pandemia, embora alguns tenham sido impactados positivamente, em detrimento de outros. No mercado de investimentos, Egan comenta que o período difícil auxiliou para separar o “joio do trigo”, e entender quais empresas operam e possuem executivos com mentalidade digital.

“Do nosso lado, nós vínhamos com uma agenda digital muito forte e aceleramos ainda mais. Ampliamos as comunidades de tecnologia, produtos que antes eram em parte analógicos se tornaram digitais. O ganho que nossos clientes têm quando possuem uma jornada 100% digital, seja no produto ou no pós-venda, passou a ser uma das nossas prioridades”, afirma.