IPO da Méliuz: o que significa para quem investe em startups?

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Por Paulo Deitos

16 de dezembro de 2020 às 19:51 - Atualizado há 4 meses

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*Por Paulo Deitos, cofundador da CapTable

O ecossistema de inovação vibrou no início do mês de novembro com o sucesso do IPO, abertura pública de oferta na Bolsa de Valores, da Méliuz. O IPO gerou muita empolgação por se tratar de um feito raro no Brasil: a abertura do IPO de uma startup em estágio tão inicial. Outras startups já haviam feito IPOs na B3 e até mesmo em bolsas de valores americanas, mas estavam em fases mais avançadas como empresas, já possuindo receita na casa das centenas de milhões de reais.

Empresas de tecnologia como a Linx, que realizou IPO em 2013 e a Locaweb que abriu seu capital em fevereiro – se tornando o maior IPO do ano – pavimentaram o caminho para que outras empresas do setor, em estágios ainda mais iniciais, fizessem sua entrada na Bolsa de Valores. A Méliuz é apenas a primeira a atingir o feito com receita que era considerada baixa para uma abertura de capital na Bolsa de Valores, R$62 milhões no primeiro semestre de 2020.

O IPO da Méliuz foi um sucesso, tendo levantado R$661,7 milhões. Com isso, sinaliza uma mudança de paradigma para o ecossistema do empreendedorismo tecnológico. Essa mudança não deve ser exceção. Outras startups já preparam a abertura de seus capitais na B3 – Enjoei, Wine, Mosaico e Bemobi, já estão sendo analisadas pela CVM – e a tendência é que ainda mais empresas iniciais vejam o movimento como incentivo, antecipando a ideia de um IPO que talvez estivesse somente nos planos de longo prazo.

POR QUE IMPORTA PARA O INVESTIDOR?

Essa tendência faz com que o investidor de startups tenha novas opções para aumentar a liquidez de seus investimentos. As Notas Conversíveis em ações de startups e até mesmo notas que já foram convertidas em ações são tradicionalmente ilíquidas, sendo desafiador para que o investidor tenha uma saída em curto/médio prazos. O mercado de liquidez para investidores de startups tende a andar a passos largos, com IPOs ocorrendo em fases mais iniciais, a iminente aprovação de regulação para o mercado secundário de notas conversíveis de startups e a tramitação do Marco Legal das Startups no congresso – que objetiva tornar mais simples e menos burocrático a listagem em bolsa de empresas menores.

É importante que haja diversos caminhos para a liquidez de um investimento em startups. Isso motiva o investidor a fomentar o crescimento do mercado de inovação; há mais possibilidades de valorização do investimento e permite que investidores que tiveram sucesso em seus investimentos voltem a investir no mercado, criando um ciclo de retroalimentação do ecossistema.

Uma das maneiras mais fáceis para começar a investir em startups é através de plataformas de investimento, como a CapTable, plataforma de investimento em startups da StartSe, que possibilita que investidores entrem nesse mercado através de investimentos a partir de R$700. Com todos os efeitos catalisadores de avanços do ecossistema, uma esteira de IPOs de startups inovadoras que deve ficar cada vez mais movimentada e regulações que facilitam a liquidez desse tipo de investimento, investir em startups fica cada vez mais atrativo e acessível a todos, gerando um efeito benéfico para todo o mercado empreendedor brasileiro.