Direto do investidor: 5 lições para empreendedores em 2021

Pyr Marcondes

Por Pyr Marcondes

22 de dezembro de 2020 às 17:12 - Atualizado há 9 meses

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Fim de ano é bom para balanço. E também é bom para, quem sabe, rasgar alguns manuais.

Considero-me um conselheiro e investidor de startups ainda principiante. Ótimo aprendiz, modéstia à parte, mas com muito ainda por aprender.

Tendo sido jornalista por mais de 40 anos, resolvi reinventar-me no mundo dos negócios fazendo M&As (que sigo fazendo como Senior Partner da Tech M&A Pipeline Capital). E, há 7 anos, mergulhei neste mundo que me entusiasma e fascina, como advisor e investidor de startups. São hoje mais de 20, que congrego na minha holding, a Macuco Tech Ventures.

Mas confesso que quando olho para alguns amigos, mentores e sócios dessa indústria, como (*) Romero Rodrigues, Anderson Thees, Manoel Lemos, Flavio Pripas, Edson Rigonatti, Orlando Cintra, João Kepler, Pedro Waengertner, Leo Salles, Rodrigo Borges, Marcello Gonçalves, Guilherme Horn, Marcelo Fonseca, Pedro Englert, Paulão Silva, Paulo Humberg, Eric Archer, Fabio Póvoa, Cesar Bertini, Pierre Schurmann, Cassio Spina, Bob Wollheim, Guga Stocco, Paulo Humberg (meu primeiro mestre), e tantos outros que certamente esqueci. Além, é claro, de meus queridos sócios of record, parceiros de longa jornada e meus “espíritos santos” em algumas das minhas mais importantes operações, André Zimmermann e Alon Sochaczewski, sinto-me um menino.

Aos 64 anos, tudo certo. Não é nada mal me sentir um menino. Ao contrário, gosto bem. E por isso, sigo e seguirei aprendendo.

Isto posto, aqui vão meus five cents de menino para você, empreendedor, começar 2021:

1. Nenhum desses meus amigos, confessadamente, tem de fato certezas absolutas sobre o que vai ou não, definitivamente, dar certo em seus investimentos. Acredite no seu taco;

2. O objetivo de investidores nem sempre bate com o dos empreendedores. Isso não é bom, mas é assim que é – lute pelo que achar justo sempre;

3. O objetivo (mais que legítimo) dos investidores é multiplicar por mais de uma dezena, ou bem mais que isso, dependendo de quem, seus investimentos; nem sempre, de fato, isso acontece. Para você, isso significa… busque escala, não apenas pelos investidores, mas porque o mundo hoje é exponencial e escala é vital;

4. Para empreendedores, muitas vezes, metade disso pode vir a ser um bom negócio; aliás, pode vir a ser o negócio da sua vida. Confie nos investidores que mereçam sua confiança, mas confie ainda mais nas decisões que vão mudar o seu destino;

5. Essa historia de errar rápido, forjada no Vale do Silício, sim, funciona. Mas toda norma sólida num mundo líquido como o de hoje, tende a se dissolver. Tudo que é sólido, desmancha no ar.

O mercado investidor brasileiro no ecossistema de startups conta com gente muito competente, tanto investidores, quanto investidas. Temos dado a nascer rebanhos de Unicórnios, prova inequívoca da maturidade desta indústria.

Mas somos ainda um setor “copy cat”. Tanto investidores, quanto investidas. Mimetizamos regras de mercados avançados e consolidados, cujas economias diferenciadas e evoluídas guardam pouco ou nada de semelhança conosco.

Entendo isso como uma oportunidade para evoluir, crescer, amadurecer, criar regras criativas, diferenciadas e próprias de negócios para ambos os lados, no Brasil real.

O ecossistema de startups brasileiro vai explodir. Será, como ocorre em vários outros países, parte relevante do esteio de desenvolvimento desta Nação. É inevitável que assim seja.

Mas precisamos construir um mercado de fomento tão sofisticado e aparelhado no País, quanto nossas próprias idiossincrasias, tão particulares.

Não é nada de xenofobia. É que Brasil não é São Francisco. Nem Beijing.

Em 2021, preserve o que lhe é de bom senso. Mas se lhe fizer sentido, não hesite em rasgar alguns manuais.

(*) A todos os meus inspiradores mestres citados aqui, e aos que provavelmente esqueci, meu mais profundo respeito e gratidão. É minha mensagem de final de ano.