O fim das livrarias

Junior Borneli

Por Junior Borneli

12 de março de 2019 às 09:43 - Atualizado há 2 anos

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Recentemente pudemos ver, de forma mais concreta, a materialização daquilo que era previsto anos atrás: as livrarias físicas, como conhecemos, estão desaparecendo.

Livraria Cultura entrou com pedido de recuperação judicial e fechou diversas lojas. Na sequência, a Saraiva anunciou também o fechamento de 20 lojas. As duas, juntas, detêm uma fatia muito grande desse mercado.

Eu gosto de livrarias físicas e também prefiro os livros físicos. Mas tenho sido cada vez mais adepto dos livros digitais, utilizando o iPad como plataforma digital.

No que diz respeito à situação atual, alguns fatores foram e são determinantes para essa mudança de rumos no mercado:

O dilema offline x online: quanto mais se vende pela internet, mais esvaziam-se as lojas. E o custo operacional de um ponto físico se torna muito mais difícil de ser equacionado.

Assim como tem acontecido em outros países com concessionárias de automóveisshopping centers e lojas de eletrônicos, por exemplo, as livrarias precisam se transformar em “pontos de experiência”.

Na Tesla, por exemplo, você só consegue comprar carros pela internet. As lojas servem para você experimentar os carros, conhecer a tecnologia, etc. É mais entretenimento e menos venda.

Sobre o fenômeno Amazon: eu acredito na ideia de que “quem tem o cliente, tem o poder”:

  • Quando a Amazon chega num país, ou vai entrar em determinado mercado, uma das estratégias é vender seus produtos com preços bem abaixo do que seus concorrentes.
  • Se um livro no Brasil é vendido a 30 reais, a Amazon não se importa em vendê-lo a 18 reais. Esse “prejuízo” que ela tem, no início, se converte em Custo de Aquisição daquele novo cliente. É uma estratégia que demanda um grande volume de caixa, mas que funciona de forma muito eficiente.
  • A tomada de risco: as tecnologias que surgiram nos últimos anos geraram novos modelos de negócio que exigem práticas de gestão diferenciadas.

Trocando em miúdos, a maneira como as coisas foram feitas nos últimos anos – que funcionou até aqui – não funcionará mais agora. Este é o momento de tomar risco e fazer escolhas, o que pode ser difícil para empresas que obtiveram enorme sucesso até então.

Estamos vivendo grandes transformações, e isso possibilita que empresas totalmente novas tomem o lugar de empresas seculares.

Mas permite também que empresas que obtiveram sucesso nos últimos anos mudem completamente seus negócios numa velocidade antes impensável.

Tudo depende do risco que se quer correr: crescer ou desaparecer!

Um forte abraço,

Junior Borneli — Fundador da StartSe

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