É preciso construir: quando as ideias não saem da cabeça

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Por Tito Gusmão

21 de março de 2017 às 11:57 - Atualizado há 4 anos

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Os motivos para começar a empreender são vários. Uma oportunidade que surgiu, o emprego que desapareceu, a necessidade de complementar a renda, não ter mais um chefe ou então uma força misteriosa, que você nem sabe de onde vem, mas que te empurra quase que obrigando você a construir algo.

Quer dizer, claro que você sabe que isso vem da sua cabeça maluca que não desliga nem dormindo, mas às vezes parece que surge também do estômago. É uma sensação de incômodo. Você sente que em um mundo com tanto problema para ser resolvido e com tanta gente já construindo soluções legais, você não pode ficar pra trás. Você precisa construir também.

O Warren nasceu em Nova York, o lugar que potencializa essa “dor de estômago”. Eu discordo do título de “cidade que nunca dorme”. Passou de meia noite você não encontra mais nada aberto, mas facilmente seria a campeã do título de “cidade que não te deixa parar”. Você está no centro do mundo e por isso essa sensação de que tem muita coisa acontecendo e que você não pode ficar para trás é constante.

Eu fui pra NY através da empresa que eu trabalhava no Brasil. A decisão foi minha e ela foi baseada na minha necessidade de empreender. Eu já estava há vários anos na empresa e muito cansado de toda a politicagem que tinha surgido nos últimos anos. A empresa tinha crescido demais e perdido a sua cultura. Algumas pessoas estavam mais motivadas por dinheiro ou poder e, como eu não era motivado por isso e nem respeitava nada disso, precisava me afastar. Aliás, o tópico cultura é um dos mais importantes e em outro capítulo vou explicar o que eu vi de errado acontecendo e como cuidamos disso no Warren.

Como o escritório em NY era ainda minúsculo e com muita coisa a fazer, em parte acreditava que teria a possibilidade de empreender dentro da empresa, começando um time do zero, com novos ares e cultura positiva. Em parte, pois lá no fundinho eu sabia que só estava empurrando o problema com a barriga.

Eu já não acreditava mais na empresa, já não vestiria a camisa nem para uma partida de canastra e para completar aquela tal “dor no estômago” estava me chamando. Eu precisava construir. Precisava me dedicar a algo que eu amasse. A maior parte da nossa vida gira ao redor do trabalho e se você se sente mal quando chega o domingo, é porque algo está errado.

Então montei meu plano e ele tinha duas partes: validar e executar.

Parte 1 – Validar

Eu já tinha uma ideia do que eu queria montar, pois via muita ineficiência e conflito no processo da empresa que eu estava, mas eu precisava me aprofundar. Então a missão número um seria conhecer o que estava surgindo, se tinha algo parecido com o que eu estava imaginando e se minha ideia tinha algum sentido.

Nesse quesito dei uma sorte tremenda, pois morava na Meca do mundo financeiro (na verdade no bairro da Meca), esbarrando nas calçadas por quem estava construindo Fintechs fantásticas. Tirar proveito disso era uma obrigação e pra isso me inscrevi em todas palestras, eventos e meetups possíveis.

Validar a sua ideia, não só vendo o que outras pessoas estão fazendo, mas também falando sua ideia pra elas é muito importante. Ajuda a saber se você está no caminho certo, se está meio perdido ou se está totalmente na contramão. Também por sorte, o americano é muito mais sincero que o brasileiro. Se sua ideia é uma merda ou se você ainda está perdido, ele vai dizer isso em apenas alguns segundos. Nós brasileiros gostamos de ser amigos de todos, então achar um feedback sincero vale ouro. Corra atrás dele e quando o encontrar, agradeça a quem deu a porrada. Será muito mais útil do que o “bem legal” que você receberia da maioria.  

Fui então falar minha ideia, ver e ouvir.  

A indústria de investimentos tem um problema terrível, que é o conflito de interesse. Bancos e Corretoras ganham comissão sobre os produtos que indicam, então os clientes investidores, na maioria das vezes, recebem produtos de investimento que são péssimos para eles, mas ótimos para as instituições. Minha ideia era eliminar este conflito por completo, com uma plataforma que não recebesse comissão na venda de produtos e sim um fee sobre a gestão dos investimentos.  Isso a deixaria 100% alinhada com o cliente.

Além disso, para atrair as pessoas a cuidar dos investimentos, a plataforma teria uma comunicação fugindo totalmente do padrão cinza, dourado e chato das instituições tradicionais. Seria focada em ter uma usabilidade leve, agradável e não apresentaria os investimentos através de produtos e sim objetivos de investimento.

Eu não tinha nome nem protótipo. Só um discurso contando o problema e como eu achava que poderia ser a solução. Depois de tantas palestras e de tanta gente, eu tinha levado porrada, mudado um pouco o caminho, validado minha ideia e ela parecia promissora.

Parte 2 – Executar

Pensar não dá trabalho, executar dá. Por isso muitas boas ideias não chegam a dar o primeiro passo e isso quase aconteceu com o Warren, mas isso fica para o próximo capítulo.

Vou falar sobre os primeiros passos da execução do Warren, contando a busca das pessoas certas para entrar nessa jornada.

O próximo capítulo será disponibilizado na próxima terça-feira e vai se chamar: “Em busca do primeiro sócio – Em uma empresa de tecnologia não se terceiriza tecnologia.”

Um abraço e até lá.

Tito Gusmão

www.oiwarren.com

tito@oiwarren.com