Sobre Nós
Para Você

NOVO

Para Empresas
Conteúdos
Eventos
Game Changers
Tools
NOVO

Para Você

Avance na carreira e renove seus conhecimentos na mesma velocidade que o mundo muda: na do AGORA

Ver todos

Cursos

Certificações internacionais inovadoras que trazem o que há de mais atual em gestão para um mundo em transformação

Imersões

Imersões executivas presenciais nos mais avançados polos de inovação e empreendedorismo do mundo

Tools

NOVO

As ferramentas de inteligência artificial desenhadas para o seu negócio

Conteúdos

Conteúdo diário sobre inovação, empreendedorismo e os temas mais relevantes do AGORA para que você não perca nada


Twitter x Apple: o que podemos aprender com o caso?

O Twitter está sendo impactado por decisões de negócio da Apple. Entenda o que Elon Musk não contou sobre o impacto na rede social (e como evitar passar por algo semelhante)

Twitter x Apple: o que podemos aprender com o caso?

Logo Twitter e perfil de Elon Musk (foto: Getty Images)

, jornalista da StartSe

4 min

29 nov 2022

Atualizado: 23 jan 2023

Elon Musk usou a sua própria rede social para questionar a Apple e seu respectivo CEO, Tim Cook, nesta segunda-feira (28).

O bilionário criticou a taxa de 30% sobre as compras feitas na App Store, questionou se a “Apple odeia a liberdade de expressão nos Estados Unidos” e alegou que a empresa ameaçou retirar, sem explicações, o app da App Store. 

Isso porque a Apple é uma das maiores anunciantes da rede social, mas tem diminuído seu investimento. Segundo a Bloomberg, a Apple investe cerca de US$ 100 milhões ao ano em campanhas no Twitter.

Desde que Elon Musk assumiu, ele tem mudado algumas políticas de moderação de conteúdo no Twitter. O caso mais recente é a suspensão de avisos de desinformação (fake news) em conteúdos sobre a Covid-19.

 

Em busca de diversificação de receita

Embora Musk bata na tecla da “liberdade de expressão”, um dos maiores impactos da Apple no Twitter é financeiro. A principal fonte de receita do Twitter atualmente é a publicidade, mas o dono da rede social planeja que, em breve, as assinaturas sejam mais relevantes…

É por isso que ele mudou completamente a política dos perfis verificados, implementando uma cobrança mensal de US$8. No entanto, neste cenário, cada assinatura realizada em um dispositivo da Apple através da App Store pode contar com uma taxa de 30% cobrada pela empresa. Agora, o que é uma crítica do mercado de aplicativos há algum tempo se tornou também um problema para Elon Musk.

A polêmica taxa da Apple

A taxa da Apple na App Store é alvo de polêmicas há alguns anos. Em alguns casos, a empresa fez um acordo para que a taxa diminuísse, atingindo cerca de 15% do valor. 

Ela impacta nas compras dentro dos aplicativos, como skins e moedas dentro de jogos, filtros específicos, entre outros. Tim Sweeney, CEO da Epic Games (criadora do jogo Fortnite) apoiou Elon Musk no Twitter e não é por acaso: Sweeney trava sua própria batalha com a Apple, mas nos tribunais.


Especificamente no caso da Epic Games, no ano passado, o veredicto foi de que a Apple não teria violado a lei antitruste devido à taxa, pois não configuraria monopólio ao possuir menos dispositivos ativos do que o Google com o Android, por exemplo. No entanto, a Epic Games apresentou recurso alegando que o monopólio existiria por conta da exclusividade da App Store em dispositivos iOS.

O que podemos aprender com o caso?

Há uma outra empresa que sofreu com as mudanças da Apple sobre publicidade: a Meta. A Apple mudou a política de privacidade de dados dos usuários, o que torna os anúncios menos eficazes… E os anúncios também são a maior fonte de renda da Meta atualmente.

Agora, embora Elon Musk tenha sido agressivo nas alegações, ele já está dando um passo para trás. Ele havia publicado um meme em que escolhia “ir para a cadeia” ao invés de pagar a taxa de 30%, mas apagou a publicação no Twitter um tempo depois.

Ele está em uma situação delicada, pois a Apple tem um impacto significativo em duas das fontes de receita da companhia (publicidade e assinaturas). Uma briga pública poderia mitigar as chances de negociação. A Apple ainda não se pronunciou sobre o caso.

 

Por que importa?

Celular com logo do Twitter em cima de uma caixa (Foto: Unsplash)

O exemplo da Meta e do próprio Twitter ressalta: as empresas devem proteger seus modelos de negócios, de forma que não sejam (muito) impactadas por decisões externas.

Não importa se é o cenário macroeconômico (que tem sido pintado como a causa de muitas demissões em massa, por exemplo) ou uma mudança na decisão da bigtech mais valiosa do mundo: as empresas devem se preparar para cenários controversos.

Por isso, redobre a atenção aos seus fornecedores, intermediadores de negócios e parceiros e avalie o impacto de cada um deles na sua empresa.


Assuntos relacionados

Imagem de perfil do redator

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apresenta o podcast Agora em 10 na StartSe e também atua na área de Comunidades na empresa. É especialista em inovação, tecnologia e negócios.

Abra sua cabeça para as novas oportunidades!

Cadastra-se e receba diariamente o resumo do que importa com a análise do time StartSe!

Leia o próximo artigo