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Guerra do streaming: plataformas do país buscam segmentação

Conheça as plataformas brasileiras que estão em busca de espaço no mercado dominado por Netflix

Guerra do streaming: plataformas do país buscam segmentação

Streaming na TV (foto: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Conteúdo exclusivo Startups

Por Gabriela Del Carmen, do Startups

O streaming conquistou o coração – e os bolsos – dos brasileiros. Para quem gosta de praticidade (vulgo, todo mundo?), a possibilidade de ver o que quiser, na hora que quiser, do aparelho que quiser é, sem dúvidas, um negócio bem mais atraente do que sentar-se à frente da televisão aguardando o horário do seu programa favorito.

Não à toa, 64,5% dos adultos brasileiros assinam pelo menos um serviço de streaming, segundo uma pesquisa do Finder realizada com 28.547 adultos de 18 países e publicada em agosto de 2021. O número é bem maior do que a média global, de 56%, e em nível global só perde para a Nova Zelândia, com 65.26%. Uma pesquisa da Vindi feita ano passado também trouxe alguns insights sobre o consumo de assinaturas pelos brasileiros.

Sem muitas surpresas, a plataforma mais popular no Brasil é a Netflix (52,69%), de acordo com o Finder. Por aqui, a plataforma, que chegou a 214 milhões de assinantes no mundo no 3º trimestre de 2021, tem cerca de 17,9 milhões de usuários ativos, segundo a empresa de redes virtuais privada Comparitech.

Mas se há alguns anos a Netflix liderava com tranquilidade, hoje a disputa com os concorrentes fica cada vez mais acirrada. A Amazon Prime Video já tem 16,87% do público, seguida do Disney+ (12,09%) e o Globoplay (9,96%).

E outros nomes estão buscando um espaço nesse clube. E não só plataformas gringas e gigantes na briga. Dentre as alternativas que têm surgido, muitas companhias brasileiras. Para entrar em um mercado já disputado, a estratégia é a segmentação, de olho em públicos e subgêneros específicos para conquistar usuários fiéis e se destacar da concorrência. Hoje, você já encontra streamings só com filmes de terror, animes, sucessos antigos e até conteúdos religiosos. Veja, a seguir, 6 plataformas que já acompanham essa tendência:

Viuzz

A startup alagoana Viuzz cria produções com influenciadores digitais para um streaming interativo, onde os usuários podem decidir as ações do protagonista e comandar os rumos da história ao tocar na tela, além de acessar bastidores e cenas exclusivas.

“A empresa foi criada durante a pandemia como uma forma de monetizar os criadores de conteúdo e oferecer a eles uma outra fonte de renda, com uma comissão pelos conteúdos assistidos”, explica Igor Beltrão, diretor-executivo da Viuzz. A plataforma tem mais de 200 produções exclusivas e 80 artistas no time, incluindo Rico Melquiades (recém-vencedor do reality “A Fazenda”), Alvaro Xaro e Otariano. Segundo Igor, a partir de fevereiro a Viuzz ganhará novas opções de conteúdo, com NFTs e avatares.

A plataforma está disponível na versão beta no desktop ou Android, com planos de chegar em breve no iOS. Os conteúdos originais chegam em forma de reality show, séries de humor, documentários e filmes. O primeiro conteúdo interativo foi o terror “Delete”. No ápice da tensão, por exemplo, toca a campainha e cabe ao espectador escolher se a protagonista abre a porta ou vai se esconder.

Streaming Viuzz (foto: reprodução)

AFRO.TV

Idealizada pelo consultor em diversidade e inclusão Paulo Rogério Nunes, o cineasta David Wilson e o empresário Fabien Anthony, a startup AFRO.TV, de Salvador, está desenvolvendo uma plataforma de conteúdos jornalísticos e de entretenimento com foco na população afro-brasileira. A proposta é criar filmes, séries, talk shows, animações, vlogs e até videoclipes com pelo menos 1 pessoa negra na parte técnica ou artística, seja escrevendo, produzindo, dirigindo ou estrelando.

O projeto nasceu no final de 2020, com um investimento de R$ 2 milhões da AFAR Ventures. O próximo aporte, ainda sem data planejada, deve ser na faixa dos R$ 10 milhões, integrando outros fundos de capital de risco. “O primeiro ano da startup foi focado em brand awareness, para divulgar a marca e começar a produzir os conteúdos”, explica Paulo. Algumas produções já começaram a ser disponibilizadas no YouTube e no Instagram.

“Em 2022 a meta é lançar o aplicativo, mas o modelo de negócio não é de assinatura. As pessoas podem consumir gratuitamente, e o dinheiro vai entrar com publicidade e branded content.” A expectativa é conquistar um público proporcional ao número de seguidores que a AFRO.TV já tem nas redes sociais – são 184 mil no Instagram. “Já temos um público que gosta dos conteúdos, pois eles entretém, informam, têm um cunho histórico e, ao mesmo tempo, são divertidos”, finaliza Paulo.

Streaming Afro.TV (foto: reprodução)

DarkFlix

Com o slogan “acesse se tiver coragem”, a DarkFlix criou um catálogo exclusivo de produções de terror, ficção científica e fantasia para quem curte filmes de arrepiar os cabelos. Por apenas R$ 9,90 por mês, com direito a 5 telas simultâneas no celular ou desktop, os assinantes aproveitam clássicos como “Poltergeist – O Legado”, “A Dama Oculta” e “Amazing Stories”, além de séries, animações e documentários repletos de bruxas, morto-vivos, demônios e outros seres horripilantes.

A ideia surgiu em 2019, quando Ernani Silva, que já tinha uma experiência de mais de 30 anos no negócio de distribuição de home-video em VHS e DVD, decidiu apostar no streaming. Fã de carteirinha de cinema fantástico, o jeito foi criar uma plataforma mega segmentada para os fãs do gênero. “O DarkFlix veio para atender o público ávido pelo terror que consome obras clássicas do gênero e subgêneros, mas não encontra tais conteúdos em nenhuma plataforma segura em que os direitos autorais das produções estejam protegidos”, explica Ernani.

Sem revelar números, ele conta que no 1º semestre de 2020 a Darkflix cresceu 82% na sua base de assinantes, em relação ao 1º trimestre do mesmo ano. O número de usuários ativos saltou 159%, já que cada assinatura permite o acesso em até 5 contas diferentes. A plataforma tem mais de 1.000 opções no catálogo, com novas produções sendo adicionadas a cada semana.

Streaming Darkflix (foto: reprodução)

OldFlix

Lançada em 2016, no Rio Grande do Norte, a OldFlix quer levar a nostalgia dos filmes retrôs à tela do seu celular ou computador. São mais de 2 mil produções, datadas das décadas de 1940 a 1990, incluindo os sucessos “Cantando na chuva”, “Ringo”, “Bonequinha de Luxo”, “Casablanca”, “Star Trek”, “E o vento levou”, “Zorro” e “Lolita”. Séries, animações, documentários e clássicos do faroeste não ficam de fora, alguns, inclusive, com qualidade de imagem atualizada em alta definição.

“Tivemos a experiência de distribuir conteúdo clássico para a emissora TV União, de Natal. Como a aceitação do público foi enorme, resolvemos lançar a plataforma”, explicam Wagner Wanderley e Manoel Ramalho fundadores da Oldflix. A ideia dos fundadores era levar clássicos esquecidos no tempo para o maior número de pessoas possível. Em 2021, o streaming conquistou 160 mil novos cadastros. Os planos do serviço de streaming variam de R$ 14,90 a R$ 18,90.

Streaming Oldflix (foto: reprodução)

Univer

A “Netflix dos cristãos” reúne séries, desenhos, documentários e filmes como “Apóstolo Pedro e a Última Ceia” e “Uma Questão de Fé”. A plataforma da Igreja Universal também oferece cursos e transmissões ao vivo de cultos diariamente do Templo de Salomão, sede da Universal localizada em São Paulo, e de templos em 10 países, em 7 idiomas – português, espanhol, inglês, francês, holandês, russo, italiano.

O serviço foi lançado em 2016 como uma alternativa à programação da TV brasileira. São mais de 11 mil títulos, e mais de 13 milhões de visualizações no último ano. Representantes da companhia disseram para o Startups que os próximos planos do negócio são investir em produções originais, expandir para outros países e idiomas e melhorar a tecnologia.

A Univer está disponível a partir de R$ 18,90 por mês.

Streaming Univer (foto: reprodução)

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