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Quando a IA começa a agir, o que ela precisa saber sobre a sua empresa?

Estamos nos acostumando a pedir que a inteligência artificial escreva, resuma e responda. E já sabemos que quando passamos a delegar ações, precisamos dar a ela uma compreensão muito mais clara da situação.

Quando a IA começa a agir, o que ela precisa saber sobre a sua empresa?

Botar a IA na sua empresa é fácil, o desafio está em dar o que ela precisa para rodar bem

Hellene Hoy

, redator(a) da StartSe

4 min

•

6 out 2026

•

Atualizado: 6 out 2026

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Essa pergunta surgiu durante a apresentação do Feifei Li e fiquei com ela, nas apresentações que se seguiram no segundo dia de Apsara Conference, em Hangzhou.

Estamos nos acostumando a pedir que a inteligência artificial escreva, resuma e responda. E já sabemos que quando passamos a delegar ações, precisamos dar a ela uma compreensão muito mais clara da situação.

Pense em um cliente que pede a troca de um produto.

Para escrever uma resposta, a IA pode se apoiar em orientações gerais de atendimento. Para encaminhar a troca, precisa saber qual foi a compra, quando o produto chegou, se há estoque e quais regras se aplicam àquele caso.

Se o cliente já tentou resolver o problema três vezes, esse histórico também importa. Assim como importa saber quando uma exceção precisa de aprovação humana.

É isso que torna o contexto tão relevante para os agentes de IA.

Na Apsara, a Alibaba Cloud apresentou o Context Engine, uma estrutura cuja proposta é transformar dados dispersos da empresa em contexto atualizado para os agentes. Ela reúne informações, memória e dados em tempo real para apoiar a execução de tarefas.

Minha leitura é que essa discussão toca diretamente a gestão.

Na prática, quanto do conhecimento necessário para operar com IA uma empresa tem documentado e acessível? Quanto depende de alguém lembrar de um combinado, procurar uma mensagem ou perguntar à pessoa que “sabe como funciona”?

Ao colocar agentes na operação - e tenho vivido isso diariamente - essas lacunas passam a influenciar o que a tecnologia consegue executar com confiança e quantas pessoas vou envolver no processo.

Por isso, vejo a preparação para essa etapa da IA como um trabalho que precisa reunir tecnologia e as pessoas que conhecem o negócio: organizar informações, explicitar regras, definir permissões e estabelecer quando uma decisão deve voltar para uma pessoa.

O exemplo da troca de produto parece simples. Mas exige que várias partes da empresa compartilhem uma compreensão coerente do mesmo pedido.

Voltei de Hangzhou pensando que uma parte importante desse próximo passo de adoção de IA, em que já lidamos com colegas agênticos, jjustamente essa: tornar o conhecimento da empresa acessível e utilizável no momento de agir.

Se um agente começasse a trabalhar com a sua equipe amanhã, ou, ainda, o agente de um colega precisa lidar com o seu agente amanhã, ele vai encontrar o contexto necessário para fazer bem o trabalho?

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