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O que é sportstech?

União de esporte e tecnologia, as sportstech decolaram internacionalmente e começam a dar sinais de crescimento no Brasil. Conheça mais sobre o segmento que vem chamando a atenção.

O que é sportstech?

o-que-e-sportstech (Foto: Getty Images).

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Esporte e tecnologia sempre trilharam um caminho muito próximo. Com a revolução digital gerada pelas startups, logicamente alguns desses negócios passaram a atuar nessa interseção entre esporte e tecnologia, essas são as sportstechs. 

O termo, bastante abrangente, engloba tudo que utiliza tecnologia para criar uma solução voltada ao segmento esportivo. De melhoria na performance, interação dos fãs com o esporte, criação de novos esportes, comunidades segmentadas por modalidade, julgamento mais adequado de partidas, até competições de video-game (e-sports) – tudo pode ser considerado sportstech.

O segmento de startups voltadas para o mercado esportivo vem sendo explorada por diversas startups, com maturidade maior na Europa e nos Estados Unidos. No caso do Brasil, as sportstech estão em crescimento, mas ainda em menor quantidade. Se tratando de Brasil, obviamente o futebol ganha destaque em algumas dessas evoluções.

Ainda assim, o fato é que ainda há muito espaço para esse mercado crescer por aqui. Com avanços de tecnologia, como os vestíveis, inteligência artificial, realidade aumentada, 5G, aplicativos e serviços em nuvem, muitas soluções voltadas ao esporte ainda podem nascer. Conheça, abaixo, alguns subsegmentos dessa categoria de startup.

MELHORIA DE PERFORMANCE

As sportstech do subsegmento de melhoria de performance desenvolvem soluções para profissionais ou amadores que desejam melhorar seu desempenho em um determinado esporte. Podem ser soluções automatizadas, com sugestões de melhorias baseadas em inteligência artificial, treinos com profissionais reconhecidos ou criação de uma trilha personalizada de atividades para desenvolver o praticante.

COMUNIDADES

As sportstech que criam comunidades podem atuar no segmento de fãs, conectando torcedores de um time, apreciadores de um esporte; ou no segmento de praticantes, conectando atletas (profissionais ou amadores) que praticam um mesmo esporte e possibilitando competições, trocas de informação e experiências.

ACOMPANHAMENTO DE DADOS

As sportstech que atuam no acompanhamento de dados da prática de esportes utilizam a tecnologia para extrair dados e compilar direcionamentos que podem levar os praticantes ao desenvolvimento de suas habilidades. Vão desde dispositivos vestíveis, como sensores e câmeras, até aplicativos que utilizam as tecnologias embarcadas no smartphone (e smartwatches) para acompanhar, extrair dados, interpretá-los e sugerir treinos para desenvolver a prática de um esporte.

CASES INTERNACIONAIS DE SPORTSTECH 

OTRO

A OTRO é uma sportstech que oferece uma plataforma para aproximar celebridades do segmento esportivo e fãs. Fundada na Inglaterra, recebeu mais de R$ 200 milhões em investimento e possui embaixadores como Messi e Neymar.

Hudl

A Hudl é uma startup americana bastante madura e comprou a Wyscout, startup italiana do mesmo segmento: análise de dados através de vídeo. Agora, busca consolidar esse mercado global. Tendo captado mais de R$ 500 milhões desde a fundação, já conta com mais de 6 milhões de usuários.

DAZN

Primeiro serviço de streaming de esportes do mundo, a DAZN começou sua operação em 2016, focada nos mercados Japonês e Alemão, tendo chegado ao Brasil em 2019. A sportstech oferece streaming da Premier League, Campeonato Francês e Italiano.

MyCujoo

Outro serviço de streaming do segmento, a MyCujoo foi fundada em Portugal e atua no LongTail do mercado de futebol. A startup já recebeu investimentos do fundo brasileiro Go4It, Marc Lehman, filho de Jorge Paulo Lehman, e César Villares. A plataforma permite assistir futebol 24h por dia, de todas as regiões do mundo.

INVESTIMENTOS CRESCENTES

A pandemia representou um período de impulso para as sportstech da América do Norte. Com muitas soluções voltadas para a prática e melhoria individual do atleta, especialmente em casa ou em esportes individuais, o setor viu um volume maior de investimentos em 2021. Foram US$ 2,5 bilhões investidos no segmento no período, segundo o relatório SportsTechX, o valor mais alto dos últimos cinco anos – o que representa uma forte valorização do setor. Os investimentos norte-americanos foram direcionados para áreas de atividade e performance (49%), fãs e conteúdo (30%) e gestão e organização (21%). 

SPORTSTECH BRASILEIRAS

As sportstech brasileiras enfrentaram um período de redução no número de players durante a pandemia. Hoje, são 132 startups mapeadas no Startup Scanner. As três subcategorias mais numerosas são: "Gestão de Treinos e Exercícios", com 18 categorizadas, 17 como "Gestão de Jogos, Torneios e Eventos" e 16 focadas em "Gestão de Estabelecimentos Esportivos. Recentemente, a Rei do Pitaco ganhou destaque ao receber o maior aporte do segmento no Brasil: foram R$ 180 milhões investidos na rodada.

POR QUE IMPORTA?

A pandemia marcou um período de muita atenção para as sportstech nos mercados internacionais, derivado da vontade das pessoas de praticarem exercícios e estarem impedidas de praticá-los em grupos ou em academias. Apple, Google e outras gigantes também desenvolveram soluções para atender essa necessidade.

No Brasil, o período foi de retração. Com mais soluções voltadas para esportes em equipe, gestão de jogos e torneios, e gestão de estabelecimentos, o mercado brasileiro sofreu. Em 2020, haviam 135 sportstechs no Brasil, em 2021 o número caiu para 106 e, agora, em 2022, contamos com 132 startups do tipo – um sinal de recuperação.

A inovação e amor do Brasil pelos esportes significa que há uma oportunidade bastante grande de ter soluções globais desenvolvidas por aqui. O mercado é gigante: globalmente, a estimativa é que esse mercado valha até US$ 41,88 bilhões em 2026. Será que estamos preparados para jogar esse jogo?

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