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Nubank lança IA que recomenda investimentos

O Nu Smart Invest analisa a carteira do cliente, dá uma nota de até mil pontos e sugere ajustes. A aposta é levar orientação de investimentos a milhões de brasileiros.

Nubank lança IA que recomenda investimentos

Foto: Divulgação/Nubank

Redação StartSe

, Redator

8 min

•

21 out 2026

•

Atualizado: 21 out 2026

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Durante muito tempo, ter alguém para revisar a carteira de investimentos e sugerir ajustes era privilégio de quem tinha muito dinheiro aplicado. O Nubank quer mudar isso com inteligência artificial.

O banco digital lançou o Nu Smart Invest, uma ferramenta de IA e análise de dados que avalia a carteira do cliente, atribui uma nota de até mil pontos e sugere ajustes personalizados, segundo a Bloomberg Línea. O recurso é gratuito, está disponível para todos os segmentos de clientes e exige apenas R$ 1 investido.

Com mais de 118 milhões de clientes no Brasil, o Nubank tem escala para levar esse tipo de orientação a uma parcela enorme da população.

Como funciona o Nu Smart Invest?

A ferramenta avalia a carteira que o cliente tem no aplicativo a partir de cinco pilares: diversificação, rentabilidade, liquidez, proteção e eficiência. Com base nessa análise, dá uma nota e aponta onde a carteira pode melhorar.

A diretora de investimentos do Nubank, Patricia Whitaker, deu um exemplo à Bloomberg Línea. Um investidor que se declara conservador e tem todo o dinheiro em CDBs que rendem 100% do CDI recebe uma nota baixa e sugestões de outros ativos, porque a carteira está pouco diversificada.

Cada recomendação vem acompanhada de uma explicação, ativo por ativo, de como ele muda a carteira. A decisão continua com o cliente: a ferramenta não faz nenhuma compra automaticamente.

O que significa uma recomendação “neutra”?

Significa que o objetivo é o diagnóstico da carteira, e não a venda de um produto específico. Segundo Patricia Whitaker, a meta é oferecer uma análise imparcial, sem direcionamento para ativos que pagam comissão. As recomendações se baseiam na carteira atual do cliente, no seu perfil de risco e nos seus objetivos.

“As indicações não significam garantia de retorno”, ressaltou a diretora. A transparência sobre os limites da ferramenta é tão importante quanto a própria recomendação, especialmente num produto voltado a milhões de pessoas com diferentes níveis de conhecimento financeiro.

Por que a explicação importa tanto?

Porque ela transforma uma recomendação em aprendizado. Segundo Whitaker, a ideia é ajudar o cliente a entender por que um determinado ativo é recomendado. Ela citou o exemplo de uma LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), um investimento que muitos brasileiros não conhecem.

O Nubank desenvolveu a ferramenta internamente ao longo do ano, com pequenos testes e pesquisas com clientes para definir as dimensões da análise. Segundo a diretora, alguns usuários passaram a investir em ativos que dificilmente comprariam sozinhos, depois de entender a lógica por trás das recomendações.

É um uso da IA que vai além da automação. A tecnologia está sendo usada para educar o cliente e ampliar o acesso a decisões financeiras mais informadas.

O que vem pela frente?

A integração com outras instituições. Segundo a Bloomberg Línea, o Nubank tem no radar consolidar os investimentos que o cliente mantém em outros bancos e corretoras, usando os dados do Open Finance. Com isso, a análise passaria a considerar o patrimônio completo da pessoa, e não só o que está no aplicativo do Nubank.

A ferramenta está sendo liberada aos poucos e, por enquanto, só no Brasil.

Por que os bancos estão investindo em IA para investimentos?

Porque o consumidor brasileiro já usa IA para tomar decisões de compra e quer orientação personalizada. Segundo pesquisa da NielsenIQ citada pelo ES Hoje, 42% dos consumidores brasileiros já usam ferramentas de IA para checar preços, comparar produtos ou reduzir opções antes de comprar.

No mercado de investimentos, a tendência é clara. Segundo a Bloomberg Línea, Itaú Unibanco, BTG Pactual, XP, Decade e CloudWalk, com o Pierre, também incorporaram ferramentas de IA para análise de carteiras. A disputa agora é por quem oferece a orientação mais útil, transparente e confiável.

Para o Nubank, o recurso também tem lógica de negócio: aumentar a receita por cliente e conquistar uma parcela maior dos investimentos de sua base.

O que outras empresas podem aprender com o Nu Smart Invest?

Que a IA ganha valor quando resolve um problema real do cliente com transparência. O caso do Nubank reúne alguns elementos que servem para empresas de qualquer setor:

  • Escala: levar a milhões de pessoas um serviço antes restrito a poucos.
  • Explicação: cada recomendação vem com o porquê, o que aumenta a confiança.
  • Controle do cliente: a IA sugere, mas a decisão continua com a pessoa.
  • Desenvolvimento iterativo: testes pequenos e pesquisa com clientes antes do lançamento em escala.

Esses princípios valem para saúde, educação, varejo, seguros e qualquer área em que orientação personalizada faça diferença na vida do cliente.

Que serviço sua empresa poderia democratizar com IA?

O Nubank pegou um serviço tradicionalmente reservado a clientes de alta renda e o transformou em algo acessível, gratuito e explicado. É um exemplo de como a IA pode ampliar o alcance de uma empresa e, ao mesmo tempo, aumentar o valor entregue a cada cliente.

Identificar onde a IA pode criar esse tipo de valor, com transparência e foco no cliente, é o que o AI FIRST da StartSe ajuda lideranças a fazer, para transformar a tecnologia em serviços que os clientes realmente valorizam.

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