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Como os NFTs estão sendo usados no Brasil?

Enquanto nos EUA há um setor mais desenvolvido, no Brasil o momento ainda é de entender as possibilidades dos NFTs – que vão muito além dos investimentos!

Como os NFTs estão sendo usados no Brasil?

Foto: Getty Images

, jornalista da StartSe

6 min

18 jul 2022

Atualizado: 23 jan 2023

Por Tainá Freitas 

Os NFTs, sigla em inglês para tokens não fungíveis, chamaram atenção em 2021 pelas cifras milionárias em vendas. Para relembrar: o meme Nyan Cat foi vendido no ano passado por 300 ETH, o que equivalia a mais de R$ 3 milhões (naquele período).

Agora, em julho de 2022, a mesma quantia já vale cerca de R$ 2,5 milhões. Os NFTs fazem parte do que hoje é chamado de web3 e pertencem ao mesmo universo das criptomoedas. As transações são realizadas com essas moedas digitais e, em consequência, também na Blockchain.

Nyan Cat (foto: reprodução)

Para que servem os NFTs?

Enquanto a Blockchain registra as transações das criptomoedas, com os NFTs ela também é usada para garantir a autenticidade de cada item e comprador. Além disso, as moedas digitais são mais usadas como forma de investimento do que de pagamentos, já os NFTs possuem outros casos de uso – principalmente quando o mercado está em baixa, como agora.

Um dos setores em que os NFTs estão cada vez mais populares é no mercado da arte. “Há pessoas que buscam itens colecionáveis porque enxergam valor nisso; outras vão atrás de itens para usar no metaverso; há ainda quem busca clubes de benefícios. Precisamos entender o que podemos ter acesso a partir desse novo mundo”, explica Nina Silva, fundadora do D’Black Bank e cofundadora do Project EVE, que busca incluir mulheres na web3.

O mercado brasileiro

Seja como forma de investimento, entrada em clube de benefícios ou na compra de arte, as cifras milionárias vistas nos Estados Unidos nunca foram uma realidade muito presente no Brasil (com exceção de algumas compras feitas pelo Neymar, é claro).

“Algumas empresas conectadas a setores de inovação correram na frente e lançaram produtos como se vivêssemos a mesma onda dos NFTs do exterior e não é assim”, explica Silva. “Em alguns casos, os valores eram muito mais caros do que os produtos físicos. Isso é provocar uma escassez em um mercado que ainda não começou, é extremamente perigoso e pode causar uma grande especulação”.

Nina Silva (foto: divulgação)

O momento é de se educar

Então como começar a entender mais sobre NFTs, principalmente sobre a realidade que vivemos hoje no Brasil? Não há segredo: a educação é o primeiro passo dessa jornada. “O que é ser não fungível? As pessoas sabem o que é um mercado descentralizado, o que é uma DAO?”, questiona Nina.

No caso, os NFTs são “não fungíveis” porque não são mutuamente intercambiáveis – uma versão não pode substituir outra, por exemplo. É por isso que, nos EUA, houve a moda momentânea de comprar memes: embora existam milhões de fotos do mesmo assunto na internet, há apenas um original, que é o NFT.

Essas são questões que o Project EVE busca auxiliar. O objetivo é ajudar na construção desse mercado para que ele seja, inclusive, um local diverso desde o início. “A web 3.0 ainda é uma novidade para todo mundo, então por que não começarmos do mesmo ponto de partida? Porque temos que ter algo construído, cheio de camadas e classes e depois perceber que esse lugar de disrupção não tem mulheres e negros?”, provoca a cofundadora do Project Eve.

A crítica traz a lembrança do que está acontecendo atualmente no universo das startups. Embora correspondam a 50% dos empreendedores brasileiros, as mulheres correspondem a apenas 5% da liderança das empresas de tecnologia no país, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O número é ainda menor quando falamos de empreendedores e líderes negros.

Agora, as empresas e instituições estão criando diversas iniciativas (internas ou para o mercado) para mudar esse cenário. Enquanto isso, os projetos da web3 trazem os aprendizados da web2 e já nascem diferentes.


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Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apresenta o podcast Agora em 10 na StartSe e também atua na área de Comunidades na empresa. É especialista em inovação, tecnologia e negócios.

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