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Netflix vai fazer games? Entenda a estratégia

Empresa já planeja nova disrupção para investir no crescimento das suas propriedades no entretenimento.

Netflix vai fazer games? Entenda a estratégia

Netflix na tela do computador em home office (foto: Clay Banks/Unsplash)

Por Rodrigo Fernandes

Há uma coerência enorme em cada uma dos capítulos da história da Netflix.

1) O aluguel de DVD's pelo correio era um modelo inovador, com benefícios claros, com estratégia assimétrica aos Blockbusters da vida e criou uma primeira base de clientes.

2) Com base de clientes e reputação no mercado, a empresa estava em condição de bater na porta dos principais estúdios e negociar o streaming dos seus filmes. Afinal, qual seria o problema em obter mais receita por meio de um novo canal de distribuição?

3) Com cada vez mais mercado e mais facilidade de acesso a dinheiro barato, um próximo passo se tornou inevitável. Se o cliente é meu e o capital está aí, por que não criar o próprio conteúdo e deixar de pagar royalties para terceiros?

Repito a advertência de praxe. Não quero dar a entender que nada aí seja fácil ou que tenha caído do céu.

Muito pelo contrário, eu estou é louvando a capacidade de execução e visão estratégica fora do comum que eles foram capazes de ter.

Pois bem, parece que a empresa está ensaiando um quarto passo nessa sua história de sucesso.

Games.

Sede da Netflix (foto: divulgação)

Um mercado de US$ 200 bi ao ano que pode capitalizar da propriedade intelectual que vem sendo criada pela empresa. Óbvio, né?

Sei não.

O "Queen’s Gambit" fez com a venda de jogos de xadrez crescesse de forma acentuada. Lançamentos da Netflix tem alçado à fama atores até então desconhecidos, mas (com o perdão do trocadilho) games me parecem ser um jogo um pouco diferente.

Talvez o modelo de negócios dos games "das antigas" até fossem bem coerentes com o modela da Netflix: invista pesado em uma produção e depois fature com a sua venda no curto e prédio prazo e mais algum valor residual o longo prazo. That's all, folks.

De um tempo para cá, os games se tornaram ativos que requerem investimentos contínuos no longo prazo.

Com frequência, ao invés de serem vendidos (de forma perpétua ou por assinatura), eles são baseado em in app purchases.

Antes os games valiam cada vez menos com o passar do tempo, agora bons games podem se tornar cada vez mais valiosos, ano após ano.

A lógica interna de um negócio é uma força que nunca pode ser minimizada. Por mais que tenha se reinventado, a Netflix nunca deixou ser uma solução de acesso a conteúdo por meio de pagamentos recorrentes.

Mas uma empresa não criar novos modelos?

Pode sim, mas geralmente a custa de sangue, suor e lágrimas. Em termos financeiros, a famosa citação de Churchill se traduz em muito investimento e um retorno demorado e incerto.

Há outros motivos para ceticismo. A própria Netflix é apenas mais uma em uma lista de empresas que querem ser a Netflix dos games. Em particular, Sony e Microsoft já estão investindo nisso há tempos.

Games (foto: Getty)

Sem contar com a alavancagem que o business de games recebe pela venda subsidiada (para quem não sabe, PS e XBox são vendidos abaixo do custo) dos consoles dessas empresas.

Uma estratégia mais conservadora seria focar no seu mercado e alavancar sua propriedade intelectual pelo licenciamento de suas marcas para Sony, Microsoft ou até mesmo pequenos estúdios em busca de uma marca conhecida.

No fim da contas, a competências, valores e recursos de um negócio não são garantia de sucesso e nem de fracasso para nada. Mas sem dúvida eles fazem com que certos empreendimentos tenham maior chance de sucesso.

Desse modo, podemos inverter a ordem do raciocínio. Ao invés de pensar como seria uma Netflix no mundo dos games, podemos nos perguntar "como ela poderia se reinventar a fim de ter sucesso nesse mercado?".

O desafio não é pequeno. Mas a capacidade de reinvenção da Netflix também não é nada pequena. As novas temporadas desse jogo prometem ser imperdíveis.

 

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