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Nestlé está de olho nas startups brasileiras

Buscando inovação junto às startups, Nestlé anuncia iniciativa para se aproximar do ecossistema de inovação. Entenda por que, crescentemente, as empresas tradicionais buscam startups para ajudar a inovar - melhor e mais rápido.

Nestlé está de olho nas startups brasileiras

nestle-esta-de-olho-nas-startups-brasileiras (Foto: GettyImages)

, Head de Conteúdo na Captable

8 min

17 ago 2021

Atualizado: 11 jan 2023

Por Victor Marques

Empresas tradicionais cada vez mais estão se movimentando para criar uma ponte com o ecossistema de inovação - especialmente com startups. Seja através de aquisições, investimentos ou parcerias, as empresas já perceberam a necessidade de aprender com startups, integrar suas soluções ao seu negócio e, até mesmo, adquirir startups que façam sentido estrategicamente.

Os movimentos têm motivação clara: quem não acompanha as evoluções do mercado, fica para trás. E, logicamente, as evoluções ocorrem de forma mais ágil dentro das startups do que em grandes empresas. A forma de não falhar na velocidade das implementações em grandes empresas tem sido através do olhar atento ao ecossistema, como forma de entender quais negócios tem potencial para acelerar o ritmo de inovação nos negócios tradicionais.

Exemplos de empresas que não fizeram essas adaptações e falharam pelo caminho não faltam: Nokia, Blackberry, Yahoo! e Kodak, são casos clássicos de empresas que não evoluíram com o mercado e acabaram tendo sua relevância reduzida ou extinguida. Por outro lado, algumas empresas entenderam que colaborar com esse mundo é mais viável - e lucrativo - do que lutar contra ele: Magazine Luiza, B2W e Ambev, são alguns cases de colaboração de sucesso.

A Nestlé, atenta a essa necessidade colaborativa, anunciou o Panela, uma plataforma de inovação da empresa que tem o objetivo de analisar e integrar colaboradores, startups e o ecossistema como um todo, com a meta de encontrar soluções e criar novos serviços para a Nestlé.

O PROGRAMA

O programa busca startups que resolvam problemas específicos da Nestlé, com demandas variadas como marketing, modelos de negócio, suprimentos e pontos de venda. A ideia é que as startups apresentem soluções para temas estratégicos que precisam de solução em diferentes áreas da multinacional.

Após a seleção, as startups irão trabalhar em parceria com a Nestlé para desenvolver programas-piloto para aplicação em ambiente comercial. Por fim, após a validação dos programas-piloto, as startups que tiveram sucesso poderão ser contratadas - como parceiras ou fornecedoras da Nestlé.

O Panela é uma maneira da Nestlé agregar as iniciativas que já possuía historicamente dentro do ecossistema. O Panela já possui parcerias com mais de 40 startups e serve como ponto de conexão entre parceiros internos e externos e a Nestlé. Identificando a inovação como essencial para o crescimento e atualização da marca, a Nestlé afirma que em 2021 a empresa deve quadruplicar os investimentos em inovação aberta, quando comparados a 2020.

A Nestlé não divulgou o valor que será investido, mas em matéria da Fast Company, afirmou ter investido R$ 3,8 milhões em inovação aberta em 2020. Se pretende quadruplicar o investimento em 2021, o valor investido deve ficar próximo de R$ 15 milhões.

Segundo a companhia, a inovação aberta não é uma área da empresa, mas uma estrutura transversal, com uma equipe que coordena as iniciativas aliada a multiplicadores dentro de outras equipes. Um exemplo do resultado das parcerias foi a criação do modelo de negócios do Empório Nestlé, a loja online oficial da marca - uma parceria com a Supermercado Now - que hoje comercializa mais de mil produtos com entregas em todo país.

A Nestlé possui, fora do Brasil, um histórico de aquisições bastante ativo. Em 2018, comprou participação na empresa de alimentos orgânicos Terrafertil, do Equador, e fez acordos com as americanas Blue Bottle e Chameleon Cold-Brew Coffee, de cafés, e com o grupo Sweet Earth, de alimentos vegetarianos. Além dessas, adquiriu participação minoritária na Freshly, também americana, um serviço de refeições prontas.

Por aqui, a ideia é criar parcerias de negócios com foodtechs e outras startups que desenvolvam soluções para marketing, jurídico, fábricas e vendas digitais. Uma colaboração que pode ir desde a ideação, mentoria, prototipagem, até a geração de negócios.

POR QUE IMPORTA?

A intenção da Nestlé é encurtar o caminho entre o ecossistema de inovação e a empresa, unindo forças com startups, grupos empresariais, scale-ups e universidades. O Panela é, em essência, um hub que trará mais clareza às possibilidades de construir soluções em conjunto com o ecossistema.

As áreas de foco dos programas da plataforma Panela são diversas, tendo cinco programas em andamento e outros dez novos desafios propostos que envolvem temas como nutrição infantil, supply chain e sustentabilidade. Até o final do ano, a empresa pretende ter 14 programas rodando.

A relação com as startups na Nestlé já começou há pelo menos três anos e a empresa já analisou mais de 1400 startups e firmou parceria com 35 delas. A área de inovação é mais antiga, foi criada há seis anos, mas, ao perceber a necessidade de se relacionar com startups para impulsionar a inovação, foi criado o Panela.

As grandes empresas como a Nestlé perceberam que não possuem as respostas para tudo, que nem sempre desenvolver soluções próprias é o melhor - ou mais rápido - caminho. Com a plataforma, a Nestlé fica ainda mais próxima da inovação das startups brasileiras.

Cada vez mais, empresas gigantescas estão olhando para startups potencialmente disruptivas para aprender, inovar, investir ou realizar M&As. Quem será a próxima?

A CapTable, plataforma de investimento em startups da StartSe, permite que qualquer um tenha a oportunidade de investir em startups. Em seus dois anos, a CapTable já captou mais de R$ 32 milhões para mais de 30 startups. Recentemente, a plataforma teve seu primeiro exit com a aquisição do Alter pelo Méliuz, os investidores tiveram mais de 70% de valorização do investimento em nove meses. Cadastre-se e conheça as captações disponíveis.


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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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