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Méliuz dobra aposta em cripto e fecha parceria com a fintech Liqi

‘Namoro’ entre Méliuz e Liqi começa com infra de liquidez para negociações de cripto e pode virar ‘casamento’ com participação minoritária

Méliuz dobra aposta em cripto e fecha parceria com a fintech Liqi

Logo Méliuz

Conteúdo exclusivo Startups

A Méliuz e a Liqi fecharam uma parceria que vai reforçar a atuação da companhia de cashback e serviços financeiros no mundo das criptomoedas. Pelo acordo, a fintech de ativos digitais vai oferecer infraestrutura de liquidez para as negociações feitas pelos usuários do Méliuz.

O acesso aos pools de liquidez é um fator importante para quem atua no mercado de cripto. Quantos mais pools acessados, mais fácil é negociar os ativos.

Em entrevista exclusiva ao Startups, Daniel Coquieri, fundador e presidente da Liqi, e Israel Salmen, fundador e presidente da Méliuz, disseram que a oferta de infraestrutura de liquidez é só o 1º passo da aproximação das duas empresas. A ideia é que novas funcionalidades sejam desenvolvidas ao longo do tempo. “Começamos com um escopo super definido, mas podemos transcender esse escopo no momento que acharmos que faz sentido”, diz Israel.

O “namoro” entre as companhias – cujos fundadores já se conhecem há muito tempo e que começou a ganhar forma no último trimestre – já tem, inclusive, termos de “casamento” definidos. O contrato prevê que, dependendo do atingimento de metas pré-estabelecidas, a Méliuz poderá comprar uma fatia minoritária na Liqi.  

De acordo com Daniel, a Méliuz é o 1º cliente externo do produto de infraestrutura de liquidez da Liqi, que já vem sendo usado pela corretora de cripto da própria companhia. “Estamos em negociações com outros nomes”, diz.

A Liqi nasceu há 1 ano com a proposta de ser a infraestrutura de blockchain para o mercado financeiro. Seu 1º produto foi de tokenização de ativos e, em março, ela lançou sua própria corretora de cripto. De acordo com Daniel, em junho ela colocará no ar sua plataforma de NFTs. Em janeiro a fintech levantou uma rodada de R$ 27 milhões liderada pela Kinea, do Itaú.  

Bitcoin (Foto: Getty Images)

Cripto no radar

O mundo de cripto entrou no radar da Méliuz com a compra da Alter em julho/21. “A gente queria um produto que tivesse alta recorrência e engajamento para os nossos 23 milhões de usuários. E achamos que cripto seria o caminho para dar esse passo. A pessoa não precisa abrir conta em nenhum outro lugar para entrar nesse mundo”, diz Israel.

Com a incorporação da operação à estrutura da Méliuz em março, a opção de negociação de criptomoedas começou a ser oferecida no novo aplicativo da companhia, lançado há cerca de 1 mês. De acordo com Israel, 100% dos usuários de Android – que corresponde a 80% da base – já podem fazer negociações. A opção para o iPhone ainda vai ser liberada.

Atualmente só é possível operar com Bitcoins. A restrição de opções foi intencional para facilitar o entendimento e aprendizado dos usuários. Mas a ideia é ampliar o leque aproveitando a parceria com a Liqi, diz Israel.    

Momento de baixa

Perguntado sobre o timing para o lançamento, que acontece no momento em que o mercado de cripto está em baixa, o fundador diz que está “zero preocupado com isso”. “São ciclos e estamos preparados para aproveitar o momento em que houver uma nova alta”, diz, reforçando o coro do discurso de Daniel.

Sobre a Méliuz, o desempenho de suas ações (que acumulam queda de 32% no acumulado do ano) e o cenário macro, Israel também disse não se preocupar tanto. “A Méliuz sempre precisou de pouco dinheiro para crescer. Em 10 anos captamos R$ 30 milhões. Nunca fomos companhia que queima caixa, intensiva em capital. Temos muito a mão no volante na hora de tomar decisões. O que se fala de medidas de austeridade agora sempre foi a nossa vida”, defende Israel.

Do lado da Liqi, o momento continua sendo de expansão – a equipe passou de 30 para 80 pessoas nos últimos meses, mas há consciência de que é preciso conservar caixa, diz Daniel. “Não é o momento para uma nova rodada, mas de continuar crescendo e entregando”, diz.

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