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Inteligência para varejistas?

A inteligência artificial causou uma revolução em muitos setores. No varejo, essa revolução já está ocorrendo para consumidores e deve chegar em breve nos marketplaces. Entenda.

Inteligência para varejistas?

Loja da Amazon Go

Por Victor Marques, da CapTable Brasil.

Em busca de entender o comportamento do consumidor, vender mais e aumentar o valor médio das compras de cada cliente, os varejistas precisam de dados, inteligência e ações para colocar em prática estratégias otimizadas de venda. Antes, era um processo bastante manual e difícil, mas agora, com tecnologia, passa a ser essencial na corrida pelos clientes.

Dos supermercados às lojas online, todos buscam uma maneira de entender melhor o comportamento dos compradores e competir com concorrentes que oferecem promoções, relacionamento e logística cada vez mais otimizados – amparados por dados e inteligência para interpretá-los.

Os e-commerces possuem a vantagem de poder acompanhar cada comportamento do consumidor dentro de seu site. Mas, para entender o volume de dados gerados pelas compras online, precisam de inteligência artificial para interpretar, sugerir e automatizar otimizações de conversão. Não é por acaso que todas as grandes varejistas passaram a investir pesado nesse setor.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O uso de inteligência artificial (IA) no varejo criou a possibilidade das empresas obterem informações e dados qualificados que, quando aproveitados, geram oportunidades de marketing e melhorias avançadas nas operações do varejo. Estima-se que de 2017 a 2020, esse tipo de tecnologia gerou pelo menos US$ 40 bilhões de receita extra no setor de varejo – ou seja, a utilização de inteligência artificial não é novidade no varejo e o impacto dela só cresceu de lá para cá.

Em 2022, uma grande parcela do varejo já adotou esse tipo de ferramenta. Os objetivos são vastos: desde atrair mais clientes, sincronizar a operação online com a física, até otimizar redes de logística. Na prática, os algoritmos sugerem opções de compra cada vez mais apuradas ao cliente, automatizam setores de atendimento (como no caso dos chatbots), criam experiências de compra personalizadas e preveem o estoque do produto adequado para cada região.

INTELIGÊNCIA COMPETITIVA

Para além de conquistar clientes, a inteligência passou a ser determinante para competir em pé de igualdade com os concorrentes. A chamada inteligência competitiva é resultado do uso de dados por diversas varejistas – com o uso da tecnologia, quem quer competir no espaço é praticamente obrigado a adotar a prática para não ficar para trás.

O resultado desses esforços para coletar e analisar dados não só do comportamento dos clientes, mas também dos concorrentes, é a inteligência competitiva. Então, a inteligência que era utilizada para entender o comportamento dos consumidores passa também a ser necessária para compreender concorrentes.

Assim, é possível entender estratégias e práticas utilizadas no mercado, identificar lacunas competitivas, criar ou reforçar um posicionamento diferenciado e, por fim, desenvolver uma estratégia mercadológica que permita se posicionar bem no mercado. 

Através dos dados e da interpretação deles, as varejistas passam a entender melhor o comportamento das concorrentes – permitindo se antecipar a eles –; aprender com acertos e erros já testados; conhecer pontos fortes e fracos dos players; entender e atuar sobre a participação dos concorrentes no mercado e atuar sobre ela; e, por fim, posicionar a marca de forma efetiva.

CASES

H&M

A empresa sueca de moda conta com mais de cinco mil lojas e utiliza inteligência artificial em várias verticais da empresa – da construção da coleção até a logística. O algoritmo desenvolvido permite analisar o comportamento do consumidor e criar designs personalizados e oferecer recomendações com base nas experiências de compra.

Amazon

A Amazon Go, loja física autônoma da Amazon, é um dos exemplos de aplicação de inteligência artificial para proporcionar uma experiência de compra única. Na loja, o self-checkout é totalmente automatizado, não sendo necessários caixas ou escaneamento dos produtos. O cliente pré-cadastrado é reconhecido por imagem, escolhe os produtos nas prateleiras e sai da loja, tudo é registrado – sem filas ou carteira – e cobrado diretamente da conta do cliente na saída da loja.

Mercado Livre

No Mercado Livre, maior marketplace da América Latina, a área que mais se beneficiou até o momento do uso de inteligência artificial é a logística. Especialmente após o início da pandemia, o crescimento das vendas no e-commerce acelerou. Para entregar tudo dentro do prazo – e, reduzí-los – o Mercado Livre precisou otimizar os envios. Além de novos centros de distribuição e aumento da frota, o marketplace investiu em algoritmos de machine learning para analisar e prever o mix de produtos adequado para ficar em estoque em cada centro logístico. Com isso, foi possível garantir entregas mais ágeis e sem erros.

MARKETPLACES

Mercado Livre, Magalu, Americanas, entre outros, são primariamente ou atuam também como marketplaces: ou seja, oferecem uma plataforma para que outros vendedores anunciem, processem e entreguem seus pedidos. Nesses casos, não basta obter os dados e analisar para o seu próprio negócio, mas, também, entregar visibilidade aos vendedores para que possam aumentar suas vendas e otimizar conversões no marketplace respectivo.

Oferecer tecnologia para vendedores em marketplaces é um setor que ainda conta com muito espaço para melhoria, sendo, provavelmente, um dos próximos focos na melhoria dessas plataformas, como forma de oferecer um diferencial competitivo para atrair mais vendedores para suas plataformas de venda.

POR QUE IMPORTA?

A revolução da inteligência artificial no varejo já começou para consumidores e varejistas. Mas, agora, deve passar a ser prioridade também para os marketplaces que quiserem competir em um cenário cada vez mais acirrado de atração de vendedores. Para esses players, oferecer visibilidade e inteligência para os vendedores é, claramente, o próximo passo.

Com o avanço rápido e constante da IA, a tendência é que o seu uso se torne regra ao invés de exceção no varejo – oferecendo funcionalidades cada vez mais assertivas para empresas, consumidores e, em breve, vendedores dentro de marketplaces. Tudo isso, continuará criando impacto transformador na forma como a sociedade pesquisa, compara e consome produtos online e offline.

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