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IA na prática: o que separa startups que escalam das que morrem no piloto

Três perspectivas complementares — quem investe, quem construiu do zero e quem opera em escala

IA na prática: o que separa startups que escalam das que morrem no piloto

Painel: por que startups de IA ficam pelo caminho?

Redação StartSe

, Redator

6 min

14 mai 2026

Atualizado: 14 mai 2026

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O Painel IA na prática: o que separa startups que escalam das que morrem no piloto trouxe três perspectivas complementares — quem investe, quem construiu do zero e quem opera em escala

Rodrigo Comazzetto lidera o fundo de venture capital da Crescera Capital, gestora independente com aproximadamente R$ 5 bilhões sob gestão e operação desde 2008 no mercado brasileiro. O fundo de venture, com cerca de R$ 300 milhões, foca em late Series A, Series B e C, com portfólio que inclui nomes como Alura, FIAP, Letrus e ColmeIA — duas das empresas representadas no próprio painel. Comazzetto tem passagens por Itaúsa, PwC, Banco Modal e pela gestão do Fundo Criatec 2, e acumula assentos em conselhos de empresas como Convenia, Datarisk, Vindi e Noalvo.

Sua posição no painel é a de quem vê as startups de dentro e de fora ao mesmo tempo: é investidor de empresas que fazem IA rodar em produção e, portanto, sabe exatamente o que diferencia o pitch bonito da operação real. Para ele, o filtro que separa as startups que escalam é mais simples do que parece — e mais difícil de executar do que qualquer tecnologia: clareza sobre o problema, disciplina de capital e coragem de dizer não para o piloto que não vai virar produto.

José Caodaglio é ex-executivo de Oracle e SAP que, aos 45 anos, decidiu que era o momento do "agora ou nunca" para empreender. Fundou a ColmeIA em 2016 com foco em automação de atendimento digital — e passou por dois pivôs antes de encontrar o modelo que funciona. Ficou quatro anos e meio sem ganhar nada enquanto construía o produto.

Hoje a ColmeIA é uma das referências mais concretas do país em IA conversacional aplicada a negócios. A empresa processa mais de 10 milhões de sessões por dia e tem clientes como V.tal, Caju, Digio e Banco Mercantil. 

O diferencial competitivo da ColmeIA é operacional, não tecnológico: enquanto projetos da concorrência podem demorar cinco meses para sair do chão, os da ColmeIA entram em operação em menos de uma semana. Mais recentemente, a empresa lançou a Polimata — um framework no-code para criação de agentes de IA que permite a um executivo de negócios, sem conhecimento de programação, deixar pronta uma primeira versão de um agente em poucas horas. A visão de Caodaglio para o painel parte de quem construiu do zero, errou, pivotou e eventualmente encontrou o caminho — e tem dados reais para explicar o que mudou.

Thiago Rached é cofundador e CEO da Letrus, edtech brasileira que usa inteligência artificial para desenvolver a capacidade de escrita e leitura de estudantes do ensino fundamental ao médio. Antes da Letrus, Rached passou quatro anos na gestora Monashees, onde se debruçou sobre startups de educação. Em 2016, foi apresentado por um amigo professor a um protótipo de IA para análise de textos de alunos — e rapidamente "se convidou" para participar da iniciativa. A Letrus foi fundada em 2017.

O resultado mais simbólico da empresa é difícil de ignorar: com a adoção da Letrus como política pública no Espírito Santo, o estado saltou do 11º para o 1º lugar no ranking nacional de redação do ENEM. A plataforma foi eleita pela UNESCO como a melhor tecnologia educacional do mundo, validada pedagogicamente pelo J-PAL do MIT e hoje opera como política pública em três estados brasileiros — Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo. 

Rached contribuiu para o painel com a perspectiva de quem construiu com rigor científico, resistiu à pressão de crescer rápido demais e entendeu que em educação — um dos mercados mais regulados e burocráticos do Brasil — a escala só vem depois que o produto prova impacto real.

O que o painel revelou

A conclusão que ficou no ar foi direta: o que escala não é exatamente a IA. É o entendimento profundo do problema — e a disciplina de não deixar o piloto virar desculpa para não construir o produto de verdade.

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