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IA irrita a Geração Z — e isso deveria preocupar quem contrata jovens

A geração que cresceu dentro da internet é a mesma que está perdendo a paciência com inteligência artificial.

IA irrita a Geração Z — e isso deveria preocupar quem contrata jovens

Imagem: Gemini

Victor Hugo Bin

, redator(a) da StartSe

7 min

13 abr 2026

Atualizado: 13 abr 2026

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Geração Z está usando IA, mas não quer mais aplaudir por isso

A geração que cresceu dentro da internet é a mesma que está perdendo a paciência com inteligência artificial. O entusiasmo da Geração Z com IA despencou de 36% para 22% em apenas um ano — e a raiva subiu de 22% para 31%, segundo pesquisa da Walton Family Foundation, GSV Ventures e Gallup com 1.572 jovens de 14 a 29 anos nos EUA.

O dado que chama atenção: mesmo assim, a adoção da tecnologia no dia a dia não caiu. Mais da metade ainda usa IA diariamente (22%) ou semanalmente (29%).

Por que isso importa: A geração que vai dominar o mercado de trabalho na próxima década está dizendo algo que empresas e líderes precisam ouvir — não é rejeição à tecnologia, é frustração com o que ela promete e não entrega. E isso muda a forma como se recruta, se treina e se retém talento jovem.

Em números:

A esperança com IA entre a Geração Z caiu de 27% para 18%. A raiva é o sentimento que mais cresce: saiu de 22% para 31%. Os mais irritados são os membros mais velhos da geração — justamente os que já estão entrando no mercado de trabalho e sentindo o impacto direto da automação em vagas de entrada.

"A Geração Z talvez esteja mais ciente do impacto da IA em comparação com alguém em meio de carreira, que está experimentando IA mas não se sente ameaçado por ela na mesma medida", afirma Zach Hrynowski, pesquisador sênior de educação da Gallup, ao Axios.

O paradoxo que ninguém está discutindo:

Menos entusiasmo, mesma adoção. A Geração Z não está parando de usar IA — está aceitando que não tem escolha. Hrynowski chama isso de "aceitação cautelosa de que essa tecnologia veio para ficar".

A maioria dos estudantes do ensino fundamental e médio (52%) concorda que precisará saber usar IA na faculdade ou no trabalho — número que subiu em relação aos 47% do ano passado. E 56% acreditam que terão as habilidades necessárias para isso quando se formarem, contra 44% no ano anterior.

Uma geração cética, mas que está se preparando. Isso não é apatia. É pragmatismo.

Sinais e impactos para o seu negócio:

Se você lidera uma empresa: O argumento de que "a nova geração ama tecnologia, vai se adaptar sozinha" não se sustenta. A Geração Z está se preparando por necessidade, não por entusiasmo. Empresas que tratarem IA como algo "cool" no processo seletivo e no onboarding vão afastar, não atrair. A abordagem precisa ser prática: mostrar como a ferramenta resolve problemas reais, não vender hype.

Se você é executivo: A raiva da Geração Z com IA é, em grande parte, sobre mercado de trabalho. Vagas de entrada — estagiário, analista júnior, assistente — são as primeiras a serem automatizadas. Quem gerencia equipes jovens precisa recalibrar o discurso: menos "IA vai te empoderar" e mais "IA vai mudar sua função, e vamos te preparar para isso".

Se você empreende: Aqui está uma oportunidade escondida. Se a Geração Z está se capacitando em IA por pragmatismo, existe demanda real por treinamentos que sejam diretos, aplicáveis e sem romantização. Cursos e ferramentas que ensinem IA como habilidade profissional — e não como "o futuro mágico" — têm espaço enorme.

O ponto que poucos estão fazendo:

Os usuários diários de IA ainda demonstram mais curiosidade e esperança do que os semanais. Mas até os heavy users estão menos empolgados que no ano passado. Isso sugere que o problema não é falta de contato — é que a experiência real de usar IA no dia a dia está aquém da expectativa. A tecnologia evoluiu. A promessa de valor para quem está começando a carreira, ainda não.

A Geração Z não está rejeitando IA. Está cobrando a conta.

Se a Geração Z já entendeu que IA não é opcional, a pergunta é: quem vai preparar esses jovens de verdade?

O modelo tradicional de ensino não está dando conta. Universidades ainda estão debatendo se permitem ou proíbem IA em sala de aula, enquanto o mercado já exige fluência na tecnologia desde o primeiro estágio. A pesquisa da Gallup deixa claro: 52% dos estudantes sabem que vão precisar de IA na faculdade e no trabalho — mas saber que precisa e saber como usar são coisas muito diferentes.

É exatamente esse gap que define quem vai liderar e quem vai ficar para trás na próxima década.

A Tomorrow Learning, imersão da StartSe que reúne jovens dos 15 aos 20 anos para visitarem as principais empresas de inovação do Brasil para verem como a IA é usada no dia a dia do mundo real, e construir um projeto IA do zero com ajuda dos especialistas da StartSe.

Para líderes, educadores e empresários que não querem esperar o mercado resolver sozinho o futuro dos seus filhos.

👉 Conheça a imersão Tomorrow Learning

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