Ela está fragmentando a forma como o mundo enxerga o futuro — e criando três grupos com visões radicalmente distintas sobre o que está acontecendo.
Ela está fragmentando a forma como o mundo enxerga o futuro — e criando três grupos com visões radicalmente distintas sobre o que está acontecendo.
, redator(a) da StartSe
8 min
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17 abr 2026
•
Atualizado: 17 abr 2026
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A inteligência artificial não está apenas avançando. Ela está fragmentando a forma como o mundo enxerga o futuro — e criando três grupos com visões radicalmente distintas sobre o que está acontecendo.
A maioria dos debates sobre IA ainda gira em torno de "ela vai ou não vai substituir empregos". Mas o fenômeno real é mais profundo: pessoas que usam IA intensamente e pessoas que não usam estão desenvolvendo visões de mundo incompatíveis — e essa distância já está produzindo tensão social concreta, de atos de violência a protestos em centros de dados.
Para empresas e líderes, o risco não é ficar para trás na tecnologia. É não perceber que seus clientes, funcionários e concorrentes podem estar em tribos completamente diferentes.
Três grupos distintos estão se formando ao redor da IA:
"Há uma lacuna crescente na compreensão da capacidade da IA." — Andrej Karpathy, ex-líder de IA da OpenAI e da Tesla, em publicação no X
Karpathy vai além: contou no podcast No Priors que hoje passa 16 horas por dia interagindo com enxames de agentes de IA e corre para esgotar seus tokens mensais. Para ele, grande parte das pessoas ainda forma opinião sobre IA com base em uma única sessão no plano gratuito do ChatGPT.
"A adoção da IA é uma história de duas cidades." — Aaron Levie, CEO da Box, no X
É um ciclo que se retroalimenta — e que cria uma nova forma de desigualdade econômica:
O terceiro grupo — os resistentes — está ficando mais barulhento. E mais radical:
Após o ataque, Altman escreveu: "Nem tudo correrá bem. O medo e a ansiedade em relação à IA são justificados; estamos testemunhando a maior transformação da sociedade em muito tempo, talvez a maior de toda a história."
A violência é o extremo. Mas o problema subjacente está em todo lugar — inclusive dentro das empresas:
Fique de olho: a tensão entre os grupos deve se intensificar ao longo de 2026, especialmente à medida que os efeitos das demissões por IA se tornarem mais visíveis no mercado de trabalho. O debate vai sair da esfera técnica e entrar na política — e quem não tiver posicionamento claro vai ser pressionado a ter.
Pessoas que desenvolvem e utilizam IA em sua capacidade máxima vivem em um mundo radicalmente diferente do restante da população. E a distância entre esses mundos não está diminuindo — está aumentando.
A pergunta que cada líder deveria fazer não é "minha empresa está usando IA?", mas sim: “em qual das três tribos minha empresa, meu time e meus clientes realmente estão?”
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