Relatório mostra consolidação da tecnologia no setor, com vídeo analytics, reconhecimento facial e monitoramento inteligente entre as principais aplicações
Silvio Aragão, CEO da Avantia Tecnologia e Segurança
, Redator
7 min
•
20 ago 2026
•
Atualizado: 20 ago 2026
newsletter
Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!
A Inteligência Artificial (IA) já é um dos principais vetores de transformação da segurança eletrônica e caminha para se tornar um recurso estratégico nas operações. É o que aponta a segunda edição da Pesquisa de Mercado realizada neste ano pela Avantia Tecnologia e Segurança , elaborada com base nas respostas de 55 organizações entre 6 e 24 de julho de 2026.
Entre as companhias pesquisadas, 55% possuem até 200 colaboradores; 11%, entre 201 e 500; 5%, entre 501 e 1.000; e 29%, mais de mil funcionários. Os respondentes ocupam posições de CEO, COO, gerente de segurança, especialista, analista e consultor.
O levantamento mostra que 71% das empresas participantes já utilizam Inteligência Artificial, seja em projetos pontuais, processos internos ou como parte da estratégia de segurança. Considerando também as organizações que pretendem adotar a tecnologia nos próximos 12 meses, o percentual supera 90%. Apenas 7% afirmam não possuir planos de implementação. A percepção sobre o impacto da IA também é expressiva. Para 58,2% dos respondentes, a tecnologia será indispensável para as operações de segurança eletrônica nos próximos anos. Outros 30,9% a consideram muito relevante para a eficiência, a segurança e a gestão de riscos. Somados, os grupos representam quase 90% dos participantes e evidenciam a confiança do mercado no potencial da tecnologia.
Entre as aplicações priorizadas pelas organizações, vídeo analytics e detecção automática de eventos aparecem na liderança, com 63,6% das respostas. Na sequência estão reconhecimento facial e biometria, com 60%; monitoramento perimetral inteligente, com 58,1%; e controle de acesso, com 52,7%. "Os números demonstram uma mudança gradual de modelos baseados em vigilância passiva para operações orientadas por dados, automação e capacidade preditiva. A IA começa a ser incorporada justamente a funções críticas da proteção de pessoas, ativos e instalações", afirma Silvio Aragão, CEO da Avantia Tecnologia e Segurança.
Outras aplicações também ganham espaço. A automação de centrais de monitoramento é citada por 45,4% dos participantes, enquanto a análise preditiva de riscos e incidentes aparece em 41,8%. O movimento indica uma transição de modelos essencialmente reativos para estruturas capazes de identificar padrões, priorizar ocorrências e apoiar ações preventivas.
Produtividade é o principal ganho
Os benefícios percebidos ajudam a explicar o avanço da tecnologia. O ganho de produtividade operacional é apontado por 52,7% dos participantes, seguido pela melhor tomada de decisão baseada em dados, com 45,4%, e pela redução de falsos alarmes, com 40%.
A capacidade de processar grandes volumes de informações em tempo real reduz o tempo empregado em análises manuais e permite que as equipes se concentrem em atividades de maior valor. A automação de tarefas repetitivas também contribui para elevar a produtividade, enquanto a identificação de padrões pode reduzir falhas e ocorrências que passariam despercebidas em uma operação exclusivamente humana.
Integração representa o maior desafio
A expansão da IA, entretanto, ainda enfrenta obstáculos. O principal deles é a integração com sistemas existentes, apontada por 54,5% das organizações. Em seguida aparecem a falta de profissionais qualificados, com 36,3%, e as limitações orçamentárias, com 34,5%.
A predominância da questão da integração revela um desafio comum às empresas: ambientes tecnológicos heterogêneos, formados ao longo dos anos por diferentes soluções, infraestruturas legadas e sistemas que nem sempre foram projetados para operar de forma integrada. A incorporação de IA pode, portanto, exigir adaptações, substituições e investimentos adicionais.
O levantamento reforça que a adoção da tecnologia depende não apenas da disponibilidade de soluções, mas também da capacidade das organizações de estruturar seus ambientes, integrar sistemas e desenvolver profissionais preparados para utilizar os novos recursos.
Para o CEO da Avantia (foto), os resultados apontam para uma mudança importante no setor: a Inteligência Artificial deixa de ser vista apenas como uma tecnologia experimental e passa a integrar o planejamento estratégico das empresas. "A elevada intenção de adoção nos próximos 12 meses e a percepção de que a IA será indispensável ou muito relevante indicam um mercado cada vez mais confiante na capacidade da tecnologia de ampliar a eficiência operacional, aprimorar a gestão de riscos e transformar dados em inteligência para a tomada de decisão", diz Silvio Aragão.
Gostou deste conteúdo? Deixa que a gente te avisa quando surgirem assuntos relacionados!
Leia o próximo artigo
newsletter
Start Seu dia:
A Newsletter do AGORA!