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Hiperautomação: a tendência que vai marcar a próxima década

Entenda a evolução da Indústria 4.0 e saiba como ela transforma negócios e pessoas

Hiperautomação: a tendência que vai marcar a próxima década

Inteligência artificial em robô (foto: imaginima/Getty)

Por Rodrigo Portes, executivo e autor do livro “Como a indústria 4.0 tem revolucionado o século XXI”

Segundo o Gartner, referência em pesquisa e aconselhamento para empresas, o mercado mundial de softwares de hiperautomação, que envolve aplicações para uma abordagem de automação massiva, movimentou US$ 481,6 bilhões em 2020 e deve ter ultrapassado a marca de US$ 532,4 bilhões em 2021. Este é um número que será confirmado nos próximos meses.

Em suas previsões para 2022, o Gartner incluiu a hiperautomação como uma das principais tendências tecnológicas do ano, pois o processo permite que as empresas promovam um crescimento acelerado e construam resiliência nos negócios, identificando e automatizando rapidamente o maior número possível de processos.

O QUE É A HIPERAUTOMAÇÃO?

A hiperautomação faz parte do universo da transformação digital, sendo realizada a partir da união de técnicas avançadas como o Robotic Process Automation (RPA), Process Mining (PM), Machine Learning (ML) e Inteligência Artificial (AI).

Surgiu da ideia de que ferramentas isoladas não seriam capazes de substituir capacidades exclusivas dos seres humanos. Sendo assim, ela é a combinação de diferentes recursos tecnológicos, que podem apoiar os colaboradores para além das tarefas operacionais.

Talvez essa inovação possa assustar em um primeiro momento, mas o processo não descarta a mão de obra padrão e sim a otimiza, deixando os projetos operacionais mais ágeis. 

Embora a automação já seja uma rotina em muitas indústrias, a hiperautomação é um passo além. Ela garante mais segurança e inteligência para as tarefas automatizadas por meio de tecnologias integradas.

Robô em fábrica (foto: imaginima/Getty)

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA HIPERAUTOMAÇÃO?

O objetivo da hiperautomação é fazer com que diferentes tecnologias avançadas trabalhem combinadas para substituir a presença humana sempre que possível.

E a primeira vantagem da adoção da hiperautomação é o aumento na velocidade dos processos. Essa agilidade adquirida significa crescimento da produtividade e da produção, enquanto os custos são reduzidos.

Outra redução significativa é a de ocorrência de falhas humanas. Após um certo tempo realizando tarefas repetitivas, o cérebro humano facilmente se dispersa, possibilitando erros involuntários por falta de atenção. Máquinas não se cansam ou se distraem, mantendo o desempenho durante toda a execução da tarefa.

Outra limitação humana em diversas atividades é o cansaço físico ou mental. Certas tarefas devem ser interrompidas periodicamente para que a pessoa se recomponha fisicamente. Mais uma vez, as máquinas podem manter a tarefa sem interrupções, além de serem capazes de realizar um número maior de atribuições no mesmo período de tempo.

Para setores como a logística, a hiperautomação apresenta um potencial gigantesco de aproveitamento. Algumas gigantes do varejo, como a Amazon, por exemplo, investem na logística de entrega de produtos cada vez mais automatizada.

A melhoria da experiência do usuário é sempre o objetivo final. Uma compra rápida, sem entraves e esforço, com a mínima ou nenhuma interação humana, e entregas cada vez mais instantâneas.

As áreas que trabalham com big data também podem se beneficiar muito com a hiperautomação. Máquinas inteligentes, capazes de aprender o comportamento dos usuários e tomar decisões sem intervenção humana são usadas para detecção de fraude, design de perfil de clientes, direcionamento de ofertas etc.

Homem olhando para tela de computador com código (foto: Peter Gombos/Unsplash)

AS PRINCIPAIS TECNOLOGIAS DA HIPERAUTOMAÇÃO

Para que a hiperautomação seja implementada nas manufaturas, é fundamental contar com algumas tecnologias avançadas, que permitam a automação de tarefas de forma inteligente e segura. Confira, abaixo, algumas das principais.

Inteligência Artificial

A IA é um método de fazer computadores operarem de maneiras que simulam inteligência humana. As organizações usam a Inteligência Artificial para realizar tarefas específicas sem serem explicitamente programadas para fazê-lo.

Graças à Inteligência Artificial, é possível que as máquinas tenham mais autonomia nas indústrias, realizando uma série de atividades sem a necessidade de supervisão direta.

Intelligent Character Recognition (ICR)

O reconhecimento inteligente de caracteres, em inglês, Intelligent Character Recognition, (ICR) é uma tecnologia desenvolvida para interpretar caracteres escritos à mão ou impressos.

Dessa forma, é possível converter um documento analógico em digital de forma rápida, com linguagem que possa ser interpretada e utilizada pelo sistema.

Machine Learning

Machine Learning é a capacidade de aprendizado de uma máquina. A partir da coleta de dados, o software consegue analisar criticamente os caminhos usados, corrigir falhas e aprimorar o próprio funcionamento para se tornar cada vez mais eficiente.

Automação Robótica de Processos

A Automação Robótica de Processos, em inglês RPA (Robotic Process Automation), é a automatização de tarefas repetitivas com o uso de Inteligência Artificial e robôs digitais. Comumente, essas tarefas são chamadas de bots.

Essa tecnologia poupa tempo de trabalho, já que consegue gerar planilhas, levantar dados e executar tarefas de rotina de forma autônoma.

COMO IMPLEMENTAR A HIPERAUTOMAÇÃO?

Assim como qualquer projeto para implantação de indústria 4.0 ou transformação digital na empresa, a hiperautomação deve ser planejada. Fazer um roadmap é o primeiro passo para analisar as possibilidades e mapear como e onde serão implantadas as mudanças e automações.

Além do planejamento técnico, é sempre bom lembrar que as equipes envolvidas nas mudanças devem estar treinadas, conscientizadas e engajadas. A hiperautomação demanda um novo mindset, voltado para esse novo modelo tecnológico.

No mais, planejamento, execução, documentação e avaliação são essenciais para manter o monitoramento dos resultados da implementação e estabelecer melhorias contínuas na automação.

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