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Estão faltando chips pra produzir carros, computadores e celulares no mundo

O Covid-19 aumentou a demanda por veículos, TVs e eletrônicos em geral, mas indústria não estava preparada...

Estão faltando chips pra produzir carros, computadores e celulares no mundo

Placa de chip eletrônico (foto: Getty)

, Head de Conteúdo

6 min

18 fev 2021

Atualizado: 27 jan 2023

Enquanto a pandemia da Covid-19 deixou alguns setores da economia em recessão, outros passam por dificuldade justamente pelo aumento da demanda. É o caso dos fabricantes de veículos e eletrônicos, que estão amargando uma falta generalizada de chips semicondutores. 

Porque está faltando chips?

A partir do segundo trimestre de 2020, o mercado mundial registrou um aumento de compras de carros, televisores, computadores e celulares. A razão não é muito difícil de imaginar. A troca do transporte público pela segurança do particular, a necessidade de mais notebooks para trabalhar e estudar em casa, além das muitas horas dedicadas para se entreter vendo séries ao invés de sair. 

Segundo a Gartner Research, a venda de computadores subiu 4,8% em 2020, atingindo 275 milhões de unidades. Só no quarto trimestre do ano, o volume foi de 79,4 milhões de unidades – 10% a mais que no ano anterior. Foi a maior alta na venda do setor dos últimos 10 anos.

Junte isso à paralização de linhas de produção em 2020 para lidar com a Covid-19 e as perspectivas iniciais de queda de vendas para 2020 e você tem a redução na capacidade de produção e empresas que acreditaram que precisariam de menos chips para seus produtos.

O resultado? A indústria não reagiu rápido e agora está faltando chip pra todo mundo.

Envio global de computadores por marca (fonte:Canalys)

Cadê meu chip?

A escassez está sendo sentida com mais força nos Estados Unidos, onde legisladores já comunicaram o presidente Joe Biden sobre a necessidade de reverter a crise. A associação norte-americana de semicondutores (que inclui Intel, AMD, IBM, Nvidia e Qualcomm, entre outras) divulgou uma carta pedindo por "financiamento substancial para incentivos na fabricação de semicondutores", que também seriam aplicados em pesquisas de desenvolvimento.

Quem tem segurado muito da crise é a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, responsável por nada menos que 56% dos chips semicondutores fabricados no mundo, de acordo com a TrendForce. Eles são fornecedores exclusivos da Apple, além de atenderem marcas como LG e Nvidia, e receberam um pedido do governo taiwanês para ajudar com a demanda das marcas automotivas, justamente a área que sofre os piores efeitos agora.

Linha de montagem da Ford em Chicago, EUA (foto: Ford)

Setor automotivo em alerta

Pode não parecer, mas os carros atuais levam muita tecnlogia embarcada mesmo para as funções mais simples. Todas elas operadas por chips fornecidos por empresas terceirizadas. As mesmas que agora estão com a produção estrangulada. 

As fabricantes de automóveis Ford e Fiat já anunciaram paralização na montagem de carros até que a situação se normalize. Mary Barra, CEO da GM, afirmou a empresa terá uma redução no seu quadro de produção até meio de março, mas isso não deve impactar o volume previsto de picapes e SUVs para o ano. Ainda assim, a produção geral de veículos da marca pode sofrer um impacto negativo de até US$ 2 bilhões.

A produção de veículos sempre foi vista como um negócio de margens pequenas e lucro no volume. Mas a resistência das empresas automotivas em mudar seus métodos de produção e gestão dificultam que elas saiam rapidamente de um imprevisto desta escala. Segundo a consultoria Alix Partners divulgou via Bloomberg, o setor automotivo pode amargar um prejuízo de US$ 61 bilhões este ano.

Apesar de afetada pela crise, a Apple não parece passar a mesma dificuldade. A empresa não prevê impacto sobre sua produção e já se posicionou como disponível a pagar mais pela compra dos disputados chips, já que trabalha com margens mais favoráveis em seus produtos, como o iPhone 12. A Toyota é outra que afirmou ter estoque de chips para lidar com a demanda atual. Duas empresas conhecidas por trabalhar com boa previsão estratégica e terem reações rápidas em momentos de incerteza e ficar à frente na inovação dos métodos de produção.


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Head de Conteúdo e Partner na Startse. Mais de 20 anos de experiência na coordenação e produção de conteúdo editorial e para marcas. Fala sobre estratégia, inovação, tecnologia e comunicação.

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