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Empatia cai para quarto lugar: entrega de resultado vira a competência nº1 do líder

Entenda por que entrega de resultado superou empatia como principal competência de liderança em 2026, segundo o GPTW.

Empatia cai para quarto lugar: entrega de resultado vira a competência nº1 do líder

GPTW mapeia mudança na régua de competências de liderança para 2026

Redação StartSe

, Redator

7 min

13 ago 2026

Atualizado: 13 ago 2026

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Durante três anos, todo relatório de RH repetia a mesma palavra como sinônimo de boa liderança: empatia. Em 2026 ela ainda importa, mas caiu para quarto lugar em uma lista que agora tem outro nome no topo.

O que o GPTW encontrou

O relatório Tendências em Gestão de Pessoas 2026, do GPTW, mapeou como as competências mais valorizadas em um líder mudaram de posição em relação aos últimos ciclos. Entrega de resultado assumiu o primeiro lugar. Comunicação eficiente e resiliência emocional vieram na sequência. Empatia, que liderou essa régua por três anos consecutivos, caiu para a quarta posição.

Vale notar que isso não significa que empatia deixou de importar para quem lidera pessoas. Significa que, sozinha, ela parou de ser suficiente aos olhos de quem avalia liderança dentro das empresas.

Por que resultado voltou a ganhar peso

A leitura mais simples seria dizer que as empresas ficaram mais duras. A leitura mais precisa é outra: o cenário ficou mais instável, e instabilidade cobra performance concreta, não só boa intenção. A própria pesquisa descreve esse movimento como resposta a um ambiente em que o mercado precisa de líderes capazes de combinar performance, direção clara e consistência emocional ao mesmo tempo, não um desses três isoladamente.

Faz sentido reconstruir essa lógica com um exemplo simples. Um líder que escuta bem a equipe, mas não entrega meta, sobrevive num mercado de bonança. Em ano de orçamento apertado e incerteza sobre onde vem a próxima receita, esse mesmo líder passa a ser visto como risco, não como diferencial. A régua não abandonou o cuidado com pessoas, ela só deixou de aceitar cuidado sem entrega como moeda suficiente.

O sinal que confirma essa leitura

Um dado do próprio levantamento sustenta essa interpretação: a incerteza sobre oportunidade de negócio atinge, em 2026, o maior nível histórico da série. Empresas que não sabem de onde vai vir o próximo contrato, o próximo cliente ou a próxima rodada de investimento não têm o luxo de manter na liderança alguém que só produz bom clima sem produzir avanço mensurável.

Isso explica também por que desenvolvimento de liderança segue como a prioridade número um das empresas pelo quinto ano consecutivo, alcançando em 2026 o maior índice de toda a série histórica da pesquisa. O problema, segundo o próprio relatório, não é falta de clareza sobre o que fazer. As empresas sabem exatamente que tipo de líder precisam formar agora. A dificuldade está em viabilizar, na prática, programa de desenvolvimento capaz de formar esse perfil combinado, e não apenas mais um treinamento de soft skill isolado.

O risco de quem ainda lidera pela régua antiga

Um gestor formado na régua de 2023, quando empatia liderava o ranking, pode estar, sem perceber, avaliando a própria equipe pelos critérios de três anos atrás. Isso importa porque líder também replica, nas próprias avaliações de performance, o modelo de competência que aprendeu a valorizar. Se a régua da empresa já mudou e a régua mental do gestor não, cria-se um descompasso silencioso: promoções e feedbacks continuam premiando comportamento que já não é mais o que a organização, como um todo, está priorizando.

Esse tipo de desalinhamento raramente aparece em indicador formal antes de gerar problema real, como talento com entrega forte sendo mal avaliado por um gestor que ainda pesa demais o critério antigo, ou o oposto: alguém querido pela equipe, mas sem resultado, sendo mantido na função por inércia.

Como recalibrar isso na prática

Vale começar pela pergunta mais simples: quando foi a última vez que os critérios de avaliação de liderança da empresa foram revisados formalmente? Se a resposta for "não lembro" ou "faz alguns anos", há boa chance de a régua interna estar desatualizada em relação ao que o mercado, e a própria pesquisa, já sinalizam como prioridade hoje.

Recalibrar essa régua e formar liderança capaz de sustentar performance, comunicação clara e estabilidade emocional ao mesmo tempo é exatamente o tipo de trabalho estruturado que o Executive Program, da StartSe, se propõe a fazer com quem já lidera equipe hoje. Empatia continua no jogo. Só não joga mais sozinha.

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