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A revolução foodtech

Além da carne vegetal: entenda o que são foodtechs, o mercado e por que são tão comentadas.

A revolução foodtech

a-revolucao-foodtech (Foto: GettyImages)

, Head de Conteúdo na Captable

10 min

20 ago 2021

Atualizado: 19 mai 2023

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Por Victor Marques

As foodtechs surgiram como uma forma de utilizar a tecnologia nas empresas de alimentos e bebidas para mudar a forma como a sociedade se alimenta. A necessidade dessa mudança é originada em modelos populacionais que indicam que, nas próximas décadas, o planeta terá mais de 9 bilhões de habitantes. Com isso, a preocupação com os limites da produção alimentar no mundo criaram oportunidades para empresas que enxergam a situação como oportunidade.

O QUE É FOODTECH?

Há diferentes categorias de foodtechs e não há um consenso único sobre o que o termo abarca. Hoje, as foodtechs vão desde empresas que utilizam a tecnologia para melhorar seus processos de produção e distribuição, até os apps de delivery, como o iFood. Em resumo, uma foodtech é um negócio tecnológico, com base escalável e com possibilidade de avançar no desafio de alimentar uma população crescente.

Ainda, nos últimos anos, com preocupações crescentes em torno da sustentabilidade, algumas foodtechs também começaram a se destacar ao oferecer alternativas ao consumo de proteínas de origem animal, com alternativas baseadas em plantas, que imitam a textura e sabor da proteína original e opções vegetais de outros produtos de origem animal, como leite e seus derivados.

Levando em consideração a amplitude do mercado, embora sejam muito diferentes, as foodtechs tem inúmeros cases de sucesso. iFood, Fazenda Futuro, Gourmetzinho, Liv Up, Rappi, NotCo, Nude e The New Butchers, são algumas das representantes desse setor. Em uma revolução sem volta, conheça mais sobre o mercado que pretende alimentar o mundo com suas contribuições.

Linha de produtos The New Butcher (foto: divulgação)

MERCADO

O mercado global de alimentação movimentou US$ 13,98 trilhões em 2020, segundo a Grand View Research. O mercado mundial de foodtechs representou 220,32 bilhões de dólares em 2019 e deve chegar a 342 bilhões até 2027, segundo o Statista. No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), a indústria de alimentos faturou R$ 789,2 bilhões em 2020, já as foodtechs movimentaram R$ 184,7 bilhões nacionalmente em 2019. O crescimento médio do segmento de foodtechs nos últimos dez anos foi de 11% ao ano em média, no Brasil.

O crescimento do mercado de foodtech é impulsionado por vários fatores:

  • Mudanças de estilo de vida da população que exigem alimentação mais prática, saudável e conveniente.
  • Os serviços de delivery.
  • O crescimento acelerado das dark kitchens e ghost kitchens.
  • Serviços digitais de alimentação, que dão maior eficiência aos negócios do setor através da integração dos processos de suprimento, preparo e distribuição, como uso de tecnologia e inteligência artificial.
  • Tendências em crescimento como a preferência por alimentos saudáveis e nutritivos.
  • Busca por alimentação diferenciada: enriquecida, vegana, vegetariana, orgânica, sustentável e plant-based.

CASES

Com o crescimento do mercado e oportunidades de crescimento, o setor de foodtech também vem se destacando em investimentos. Em 2008, o mercado global de startups do setor recebeu US$ 60 milhões em investimentos, em 2015 já foram US$ 1 bilhão investidos. Em 2018, o iFood - sozinho - captou US$ 500 milhões, enquanto o mercado como um todo arrecadou US$ 17 bilhões.

Com o crescimento do desejo por investir em foodtechs, surgiram, nos últimos anos, inúmeros cases de sucesso no setor. A The Not Company, foodtech chilena, foi responsável por desenvolver um algoritmo de machine learning que encontra substitutos vegetais para ingredientes de origem animal - a inovação rendeu um aporte de US$ 30 milhões, incluindo uma parte investida por Jeff Bezos, ex-CEO da Amazon.

A Fazenda Futuro recebeu aporte de R$ 8,5 milhões, sendo avaliada em US$ 100 milhões. As americanas Impossible Foods e Beyond Meat - fundadas em 2013 - se tornaram gigantes e hoje fornecem suas opções plant-based para redes de fast-food. A Beyond Meat, por exemplo, fez seu IPO e tem valor de mercado de mais de US$ 7,4 bilhões.

Aqui no Brasil, o iFood recebeu aporte de US$ 500 milhões. Em junho, a Liv Up levantou rodada de investimento de R$ 180 milhões. Em julho, foi a vez da NotCo, que recebeu US$ 235 milhões. Ainda em julho, a Rappi, startup colombiana, recebeu aporte de US$ 500 milhões. 

Exemplos não faltam de startups do setor que estão atraindo os olhos - e capital - de investidores. Seja mundialmente ou por aqui, as foodtechs continuam sendo uma aposta recorrente dos grandes fundos de investimento.

POR QUE IMPORTA?

O termo foodtech é extremamente abrangente, de aplicativos de delivery, a carnes vegetais, é quase impossível não consumir o produto ou serviço de alguma startup do setor. Em um mundo que busca cada vez mais conveniência e praticidade, o segmento tem tudo para crescer e atingir o objetivo de alimentar uma população crescente e cada vez mais exigente.

Aliado aos novos hábitos de consumo da população, também no segmento de alimentação, a relevância do ESG e da sustentabilidade como um todo impulsionam os negócios das startups do ramo alimentício. Com soluções de redução de desperdício de alimento, reciclagem de embalagem, neutralização de emissão de carbono e menor prevalência do consumo de proteína animal, cada foodtech contribui - da sua maneira - para alimentar mais pessoas sem deixar peso na consciência.

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Imagem de perfil do redator

Victor Marques é Head de Conteúdo na Captable, maior hub de investimentos em startups do Brasil, que conecta seus mais de 7000 investidores a empreendedores com negócios inovadores. Escreve há mais de dois anos sobre inovação. Formado em Letras e Mestre em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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