Conheça 3 fintechs que vão muito além do que você pensa

Estas fintechs oferecem muito mais do que serviços de pagamento e banco digital

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As fintechs são comumente associadas a soluções de pagamentos, banco digital, educação financeira, entre outros.

Essa noção, é claro, não está errada. No entanto, as startups do mercado financeiro vão muito além disso.

Conheça os exemplos da Ripio, Konduto e iugu, que orbitam direta ou indiretamente no mundo das finanças.

Konduto

Você já pensou em tudo o que é necessário para manter um comércio eletrônico funcionando? Além de um bom site e solução de pagamentos, é preciso também um sistema antifraude. A Konduto realiza esse trabalho, detectando possíveis brechas na hora da compra.

Com cinco anos de atuação, a fintech possui a meta de triplicar de tamanho em 2019. Em 2017, a empresa atingiu 2 milhões de reais em receita e a promessa é que esse número alcance 6 milhões de reais neste ano.

“A expectativa é que as empresas voltem a investir em e-commerces e canais digitais. A loja física tem um custo muito maior, então, até agora, a atenção ia para o comércio físico”, afirmou Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

As fintechs de segurança possuem grandes diferenças das convencionais: no caso da Konduto, por exemplo, a Lei de Segurança de Dados impacta muito mais em seu negócio do que as regulamentações do Banco Central.

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Ripio

A Ripio é uma carteira digital criada em 2013, na Argentina, para facilitar o recebimento de pagamentos em outros países, usando bitcoin ao invés do dólar.

A fintech opera no Brasil e possui 35 mil pessoas cadastradas. No ano passado, ela viu o interesse pelo seu negócio crescer devido à disparada do valor do bitcoin. Mas Fernando Bresslau, gerente nacional da Ripio no Brasil, acredita que esse foi apenas o início.

“Acreditamos que o interesse vai crescer no médio e longo prazo, mas é difícil dizer exatamente quando”, comentou. “A segunda onda que virá será mais sustentável. Vemos isso com tecnologias novas. No início, elas às vezes não estão prontas para receber muita gente”.

Para 2019, Bresslau continua acreditando no potencial das criptomoedas como maior atuação da blockchain. “A maior e mais concreta aplicação para a blockchain é o dinheiro digital. Há muitos projetos idealistas que precisam comer muito arroz e feijão”, contou. Hoje, a tecnologia também é utilizada nos seguros e na emissão de “contratos inteligentes”.

iugu

Enquanto algumas fintechs podem operar livres da regulamentação do Banco Central, outras precisam de sua aprovação para avançar. Esse é o caso da iugu (foto de destaque), plataforma de gestão e automação de pagamentos digitais.

“Tivemos um pouco de complicação por conta da regulamentação”, comentou Patrick Negri, fundador da startup. “Tirando a burocracia a que tivemos que nos adaptar, foi um ano excelente. Continuamos dobrando de tamanho em receita e triplicando em volume de transações”.

Neste ano, a iugu deve atingir cerca de 30 milhões de reais em receita. A fintech também realizou a automação de mais de 3 bilhões de reais em pagamentos. Para 2019, a expectativa é continuar dobrando a receita — segundo Negri, isso acontece na startup há quatro anos consecutivos.

A iugu agora está em busca da regulamentação para se tornar uma instituição de pagamentos. “Tivemos que fazer alguns investimentos para a empresa ficar de pé e ter uma conexão direta com o BC, como um link dedicado e secundário, infraestrutura física, entre outros. Coisas que são bem tradicionais, e as startups não estão habituadas”, comentou o fundador da iugu.

Atualmente, a startup utiliza a solução de nuvem para operar. Para o futuro, o objetivo é começar a processar pagamentos, além de apenas automatizá-los. “Queremos continuar crescendo, entrar 100% em conformidade com o Banco Central e lançar novos produtos de pagamentos”, disse Negri.

Atualmente, a startup atingiu a marca de 3 mil clientes, levando soluções para outras empresas. A fintech auxilia departamentos financeiros, trazendo mais agilidade através da automação.

“Todo mundo está olhando com bons olhos quem está resolvendo problemas financeiros, mas eu vejo o grande boom do mercado, um amadurecimento, daqui a 3 a 5 anos”, afirmou o fundador da iugu.

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