O shopping center que você conhece está com os dias contados

No Brasil, o varejo físico precisará se reinventar para não perder espaço. E a tecnologia tem um papel fundamental nisso

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Você imagina como serão os shopping centers no futuro? Muitos deles provavelmente nem existirão.

De acordo com um estudo do Credit Suisse, até 25% dos shoppings fecharão as portas nos Estados Unidos nos próximos cinco anos.  Segundo o banco, isso se deve às experiências digitais que estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, e grande parte do varejo está migrando para o comércio eletrônico.

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No Brasil, uma coisa é clara: os shoppings terão que se transformar para não perder espaço. “Os shoppings devem encontrar diversos caminhos. Hoje, ele é um grande marketplace, já que reúne diversos varejistas. No futuro, pode virar uma versão digital disso”, afirmou Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios do Varejo da ESPM.  

Segundo Pastore, a tendência é que aplicativos e outras tecnologias estejam cada vez mais presentes na experiência do cliente. “Se hoje já temos app para fazer compras de supermercado, o mesmo pode acontecer para o shopping”, disse.

A expectativa é que, no futuro, existam novas soluções para os shoppings, desde inovações para reservar vagas no estacionamento à mesclagem de experiências digitais com os espaços de convivência.

O que temos hoje

A startup Onyo decidiu criar uma solução para otimizar o tempo dos clientes nas praças de alimentação.

Os usuários podem fazer pedidos nos restaurantes cadastrados no aplicativo antes mesmo de chegar ao local, com acesso a promoções exclusivas da plataforma. Quando a refeição fica pronta, o cliente recebe um alerta e pode buscar o pedido, sem filas.

Já a Decision 6 foi criada para unir o varejo físico com as métricas digitais.

Com a instalação de um sensor, o varejista tem acesso a diversos dados, como fluxo de visitantes da loja e quantas pessoas olharam a vitrine. “O sensor lê os sinais de dispositivos móveis de cada um que entra, ajudando o varejista a entender o perfil dos seus clientes”, explicou João Paulo Couto, presidente da empresa.

A startup tem diversos clientes do varejo físico, como Boticário, Arezzo e Coca-Cola. Segundo o executivo, o papel da tecnologia no varejo físico é fazer com que a experiência de compra do cliente se torne mais completa e cômoda. “O consumidor quer ser surpreendido, seja no comércio eletrônico ou não. Por isso, ser assertivo na comunicação e entender o seu perfil é muito importante”, afirmou.

Para Couto, os shoppings não vão acabar, mas se transformar. “Para atender aquilo que o cliente busca, eles se tornarão áreas de convivência, proporcionando diversas experiências, com uma mistura de coworking, espaço de lazer, alimentação e compras”, disse.

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