A nova era do varejo chegou (e, se bobear, você pode ficar para trás)

As compras físicas estão perdendo espaço para as vendas online; neste especial, StartSe conta as novidades dessa mudança

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varejo está se transformando, e grandes empresas estão usando a tecnologia a favor dos negócios.

Walmart, por exemplo, anunciou a construção de um laboratório de Inteligência do Varejo para aprimorar a experiência do cliente e otimizar os processos da companhia.

Já a Amazon reinventou a jornada de compra por meio de um sistema inovador, com câmeras e sensores que identificam quais produtos são retirados das prateleiras, finalizando a compra do cliente automaticamente.

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Neste novo varejo, as tradicionais compras em pontos físicos estão, aos poucos, perdendo espaço para as vendas online.

A tendência é mobile

Segundo o relatório Global Commerce Review, realizado pela Criteo, o celular cresce a cada dia no mercado brasileiro. De maio a junho de 2018, as vendas por dispositivo móvel chegaram a 41%. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 48% nas compras por smartphones no Brasil.

O estudo analisa dados de navegação e compras de mais de 5 mil varejistas em cerca de 80 países e revelou que, a cada ano, a adesão às compras online vem crescendo globalmente. No Brasil, as experiências de compras pelo smartphone dobraram nos últimos três anos.

“Mudamos a forma de comprar e contratar uma série de produtos e serviços. Até então, não olhávamos para o smartphone como um grande solucionador de problemas e experiências. Hoje, isso já acontece”, explicou Léo Xavier, presidente da Pontomobi, consultoria de estratégia para soluções em celular.

Segundo o executivo, os consumidores buscam algo que facilite a vida deles. Assim, usam o smartphone para tudo. “Hoje, as pessoas compram desde um bolo até um sapato de grife pelo celular. Além disso, usam o smartphone para solicitar diversos serviços. As plataformas móveis revolucionaram a experiência de consumo”, disse.

Hoje, as mulheres são as que mais compram pelo smartphone. Mais de 70% preferem a compra pelo celular, um resultado superior aos homens, que em 65% das vezes compram pelo aparelho. A tendência é que cada vez mais os consumidores usem as plataformas digitais para o dia a dia de compras, seja em supermercados, lojas de roupas, cosméticos ou até mesmo nos shoppings.

Mais foco no consumidor

Para o futuro, as experiências de compra serão cada vez mais focadas no consumidor, que busca práticas diversificadas e em multicanais. “A compra por voz, por exemplo, é algo que está surgindo agora. Estamos só no começo do uso dos meios móveis e digitais, que já estão com o consumidor em toda a jornada de compra”, afirmou Xavier.

Segundo Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios do Varejo da ESPM, o uso dos aplicativos móveis se tornará cada vez mais comum. “O consumidor está usando o celular como canal de compra, e esse comportamento só vai crescer”, disse.

Nesse cenário, algumas empresas estão se transformando para ganhar vantagem competitiva.

Há 18 anos, o Magazine Luiza iniciou suas vendas pela internet e reinventou-se ao decorrer do tempo. Em dezembro deste ano, a companhia anunciou a compra da Softbox, startup que oferece soluções de tecnologia para o varejo. O objetivo da compra é ampliar o marketplace e fazer com que empresas analógicas se tornem digitais.

Já a Netshoes apostou em uma série de iniciativas para crescer, como o uso de dados para identificar os perfis dos consumidores, parcerias com outras empresas para facilitar a navegação pelo comércio eletrônico e o lançamento de sua própria plataforma, desenhada e desenvolvida dentro da empresa.

Força das startups

Mas não só as tradicionais companhias estão fazendo a diferença no mercado. Diversas startups também estão usando a tecnologia para transformar o varejo.

Amaro, que nasceu como uma “nativa digital”, mescla experiências online à jornada de compra em suas guide shops de moda. Além disso, usa análise de dados para entender o perfil das consumidoras e aprimorar a seleção de produtos e os canais de vendas.

Já a Rappi nasceu com o propósito de entregar, com ajuda da tecnologia, qualquer coisa em poucos minutos. Hoje, a startup atua em diversos países e possui 3,6 milhões de usuários — entre eles, 800 mil no Brasil — e dois mil funcionários. A startup também tem como clientes grandes varejistas, que podem direcionar os seus produtos para centros de distribuição com robôs, que fazem a triagem de produtos e definem as melhores rotas.

Recém-chegadas ou não, todas essas empresas têm algo em comum: não focam na tecnologia em si, mas nos problemas que podem resolver com ela.

“As ações precisam ser voltadas para o consumidor. A necessidade do cliente é a direção correta. Hoje, a cultura dos empresários ainda é muito conservadora, e eles acabam sendo atropelados por outros que estão inovando”, afirmou Pastore.

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