Dia do Empreendedorismo Feminino: 24 milhões de mulheres empreendem no Brasil

No dia do empreendedorismo feminino, reunimos dados e histórias de mulheres empreendedoras brasileiras — de cientistas premiadas na ONU à instrutora de drones

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No dia 19 de novembro é comemorado o Dia do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, 24 milhões de mulheres empreendem no Brasil, em comparação a 28 milhões de homens.

As mulheres empreendem por necessidade e a maioria não têm sócios, de acordo com o Sebrae. O desejo de ser independente e uma nova alternativa de fonte de renda são preponderantes para a maioria das mulheres microempreendedoras (MEI).

Não raramente, elas se tornam a principal fonte de renda da casa — nos últimos dois anos, este número subiu de 38% para 45%. As empreendedoras brasileiras possuem um nível de escolaridade 16% superior aos homens, mas ganham 22% menos do que os empresários.

É possível encontrar mulheres empreendedoras — ou liderando negócios — em diversos setores. Desde criando tijolos de cinzas e entulhos em Gaza (veja o relato de 5 mulheres que mostram que é possível empreender em qualquer lugar) a um posto na lista de maiores especialistas em inteligência artificial, a exemplo de Walkiria Marchetti, chefe de tecnologia a informação (TI) do Bradesco.

Há quem deixe o setor de TI para alçar outros voos — literalmente. Raquel Molina deixou seu cargo de consultora de TI para abrir uma empresa de venda, assistência técnica e capacitação para pilotos de drones. Em um caso semelhante, Tamy Lin, CEO e fundadora da Moobie, deixou seu cargo em uma empresa de consultoria para fundar a startup de compartilhamento de carros entre pessoas. Ela contou sua trajetória empreendedora em um episódio do MVP, um podcast da StartSe. Ouça no Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts ou Deezer.

Já a Jobecam, startup que faz seleção às cegas, foi criada por Cammila Yochabel e tem o objetivo de promover diversidade em recrutamentos. Quem também está investindo em soluções para o mundo corporativo são Carol Dassie, fundadora da Hisnëk, e Flauvia Deutsch e Paula Crespi. Deutsch e Crespi criaram a startup Theia para facilitar o acesso de pais ocupados à profissionais de saúde física e mental no cuidado com os filhos. Elas levantaram R$ 7 milhões antes mesmo do lançamento da empresa. O objetivo é que as empresas ofereçam o acesso a rede da Theia como um benefício.

E, embora a média de mulheres empreendedoras seja de 43 anos (ainda de acordo com o Sebrae), há espaço para todas as idades. Aos 15 anos, a baiana Anna Luisa Beserra começou a desenvolver um protótipo de purificador de água não-potável que funciona com luz solar. Seis anos depois, neste ano, a pesquisadora ganhou o prêmio Jovens Campeões da Terra, premiação ambiental da ONU, com o filtro que aperfeiçoou após dez versões.

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