Uma cervejaria artesanal virou hit, e fechou as portas. O melhor: deu certo

Os empreendedores Jorge e Denis viram sua ideia decolar depois de tomar uma decisão importante: manter o propósito da empresa

Uma cervejaria artesanal virou hit, e fechou as portas. O melhor: deu certo

Os empreendedores Jorge e Denis viram sua ideia decolar depois de tomar uma decisão importante: manter o propósito da empresa

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Em 2010, Jorge Braier trabalhava como designer, mas não estava satisfeito com sua profissão. “Em um desses trabalhos, um amigo pediu que eu fizesse um rótulo de uma cerveja que ele estava fabricando em casa. Em troca, eu pedi que ele me ensinasse a técnica”, contou. Foi com essa inquietação que nasceu a cervejaria Stannis, cujo sócio fundador contou sua história durante o Audaz, evento promovido pela StartSe na última quinta-feira (6).

Jorge começou a fazer testes para criar sua própria cerveja no espaço de lazer da casa do sogro. “A primeira ficou muito ruim. Mas fui adaptando, consertando alguns processos, e começou a dar certo”, disse. Aos poucos, os amigos ficaram sabendo da produção caseira e  viraram os primeiros clientes, dando sugestões do que poderia melhorar. Foi então que Denis Torizani se tornou sócio de Jorge e levou a produção para a um espaço um pouco maior - a garagem da mãe.

Os empreendedores estruturaram o projeto e decidiram oferecer a cerveja também em eventos. Mas ainda faltava investimento. Segundo Denis, foi uma jornada difícil - ao contar a história para um possível investidor, os empreendedores não receberam muita atenção. “Foi então que uma menina parou na nossa mesa e disse: ‘Você é o Denis, da cervejaria Stannis? Queria te parabenizar pela cerveja!’”, contou. Segundo ele, isso foi um divisor de águas, já que isso chamou a atenção do investidor que logo em seguida apostou na ideia.

Fechou as portas, e deu certo

Foi assim que os empreendedores abriram o Stannis Pub, em Jaraguá do Sul (SC). “Antes da inauguração, planejamos o quanto precisaríamos fazer de chopp para alguns meses. Calculamos 2 mil litros e fizemos 4 mil para garantir. Na primeira semana eles acabaram”, contou Jorge. Diante disso, a dupla enfrentou um dilema: ou fechavam as portas para reestruturar o estoque ou continuavam abertos, vendendo outras cervejas. A segunda opção, segundo os empreendedores, ia contra a cultura deles.

“Nos comprometemos a fazer algo diferente. O negócio tomou uma proporção grande, mas batemos o pé e decidimos fechar por um tempo para regular nosso estoque. Esse foi um dos grandes desafios”, disse Denis. A decisão foi acertada. Hoje, já são três pubs e uma cervejaria que produz 25 mil litros de bebida por mês. “Sem querer, nos tornamos um case de marketing. Recebemos um cliente no pub que nos perguntou como planejamos essa ação tão incrível de gerar o desejo no cliente, fechar as portas e reabrir”, contou Denis.

Segundo o empreendedor, o foco é vender uma experiência para o cliente. Hoje, ele pode escolher entre três estilos de chopp diferentes: German Pilsner, Munich Dunkel, Irish Red Ale, Belgian Golden Strong Ale e Weizenbier. “Recentemente fizemos uma adaptação do nosso propósito, que antes era ‘acreditar no incrível’. Hoje, nossa missão é criar momentos incríveis na vida das pessoas”, disse.

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